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IPP de outubro é o maior em três meses, puxado por dólar em alta, diz IBGE | Brasil

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 28/11/2024 às 10:05 · Atualizado há 4 dias
IPP de outubro é o maior em três meses, puxado por dólar em alta, diz IBGE | Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

“O resultado do IPP em outubro, com a nona alta consecutiva, representa uma aceleração do índice positivo visto em setembro (0,62%)”, reiterou, em comunicado sobre o indicador, Murilo Alvim, analista do IPP e pesquisador do IBGE. “O cenário é bastante diferente daquele que observamos em 2023, quando nos dez primeiros meses o IPP acumulava uma queda de 4,47%”, lembrou.

Alvim destacou, no informe, a influência da moeda norte-americana no comportamento do indicador em novembro. “A alta do dólar teve importante papel no IPP em outubro, ajudando a explicar o comportamento de vários setores”, disse ele. “O aumento de preço da moeda americana, que em outubro foi de 1,5% e no ano já chega a 14,8%, impacta direta e indiretamente os preços na indústria”, completou o analista, no comunicado.

Um exemplo citado pelo economista foi o comportamento de commodities. Esses produtos, cuja cotação tem a ver com a evolução da moeda norte-americana, acabam por ter exportações mais elevadas, quando o dólar sobe.

Isso, na prática, influenciou os preços dos alimentos, que tiveram alta de 1,81% em outubro e foram maior influência para a taxa do IPP do mês passado, com impacto de 0,46 ponto percentual no total do indicador de outubro.

“Essa dinâmica da indústria de alimentos pode ser explicada pelo maior preço das carnes, em especial as bovinas”, disse ele em comunicado sobre o indicador. “Há uma menor oferta de animais para abate, devido ao clima seco em algumas regiões com criação de gado, e ao aumento das exportações, que reduzem a oferta no mercado interno”, comentou. “Com o aumento do valor das carnes bovinas, o consumidor busca outras carnes, fazendo com que os preços das outras carnes também subam” concluiu.

Outro exemplo citado por ele, de commodity, foi comportamento de soja e derivados. “ Além disso, os derivados da soja, especificamente o óleo bruto e o refinado, que estão com uma oferta retraída internamente no país e uma demanda aquecida no mercado externo, contribuíram para a elevação dos preços”, notou ele, no informe.

— Foto: Claudio Belli/Valor

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