A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), calculada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) subiu 0,2% em dezembro ante novembro, para 103,9 pontos, informou nesta terça-feira (14) a entidade. No entanto, o saldo positivo no último mês do ano passado não impediu queda no desempenho anual do índice. Em 2024, o indicador caiu 1,3% ante 2023, detalhou ainda a organização.
Na evolução anual, seis dos sete tópicos usados para cálculo do ICF mostraram recuo, no ano passado, ante ano anterior. É o caso das quedas em emprego atual (1%); nível de consumo atual (1,2%); perspectiva profissional (3,7%); perspectiva de consumo (0,9%); acesso ao crédito (1,8%) e momento para duráveis (3,3%). Em contrapartida, houve avanço no tópico renda atual (2%), no mesmo período comparativo.
A evolução mensal do índice, no entanto, foi um pouco melhor do que a observada na trajetória anual do indicador. Três dos quatro tópicos mostraram recuo, em dezembro ante novembro. É o caso das retrações observadas em emprego atual (0,2%); renda atual (0,1%); e acesso ao crédito (0,7%). Em contrapartida, houve aumentos, no período, em perspectiva profissional (0,2%); perspectiva de consumo (0,7%); e momento para duráveis (0,5%). Já nível de consumo atual manteve-se estável, no período comparativo.
Em comunicado sobre o indicador, a CNC comentou que a queda anual no evidencia que os consumidores estão mais cautelosos, “ ainda que esperançosos”, na reta final do ano passado, como mostrou a alta mensal do mesmo índice, segundo pontuou a organização.
“Os consumidores estão mais cautelosos devido ao acesso mais seletivo ao crédito e inflação pressionada”, resumiu o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares.
O menor ímpeto de consumo no ano passado foi comando por famílias mais pobres, detalhou ainda a CNC. Na evolução de intenção de consumo por faixas de renda, no índice da confederação, entre famílias com ganhos acima de dez salários mínimos mensais, o ICF aumentou 0,4% em 2024 ante 2023. No entanto, no mesmo período comparativo, a intenção de consumo caiu 1,8% entre os de ganhos inferiores a dez salários mínimos.
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