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Intel cancela fábricas na Alemanha e Polônia e adia expansão nos EUA | Empresas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 25/07/2025 às 02:39 · Atualizado há 15 horas
Intel cancela fábricas na Alemanha e Polônia e adia expansão nos EUA | Empresas
Foto: Reprodução / Arquivo

A Intel "não avançará mais" com as instalações planejadas para a fabricação de chips na Alemanha e na Polônia e adiará a construção de suas fábricas em Ohio, informou a fabricante americana de chips na quinta-feira. A empresa passa por restruturação, que inclui expandir seus negócios de fundição e recuperar as vendas em queda.

A ex-líder do setor de chips também planeja consolidar as operações de montagem e testes na Costa Rica em unidades de fabricação maiores no Vietnã e na Malásia, de acordo com um comunicado de resultados.

Essas medidas fazem parte de um esforço para manter US$ 18 bilhões em investimentos este ano, enquanto continua a impulsionar os negócios de fundição, que estão pesando em seu balanço.

"Nos últimos anos, a empresa investiu demais, cedo demais — sem demanda adequada. No processo, nossa área fabril tornou-se desnecessariamente fragmentada e subutilizada. Precisamos corrigir nosso curso", disse o executivo-chefe (CEO), da Intel, Lip-Bu Tan, em uma carta aos funcionários, também na quinta-feira.

No trimestre encerrado em 28 de junho, a unidade Intel Foundry reportou um aumento de 3% na receita anual, atingindo US$ 4,4 bilhões. No entanto, houve uma perda de US$ 3,2 bilhões em lucro operacional devido aos altos custos de expansão das fábricas.

A maioria das empresas americanas de semicondutores não tem mais fábricas, conceito conhecido como “fables”, na qual elas apenas projetam chips e terceirizam a produção para fabricantes terceirizados, como a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC). Já a Intel mantém o modelo de fabricação integrada de dispositivos (IDM), o que significa que ela projeta e fabrica chips.

Mas a empresa americana tem enfrentado uma batalha difícil, ficando atrás da TSMC e da líder sul-coreana Samsung em participação de mercado de fundição e tecnologia de fabricação de chips.

A Intel admitiu que atrasou o desenvolvimento da tecnologia de 1,8 nanômetro, ou o que a Intel chama de 18A, mas afirmou que a tecnologia está a caminho de atingir a produção em larga escala no segundo semestre de 2025.

"Este 18A é um processo crucial que pode determinar se a Intel finalmente conseguirá reverter a situação", afirmou a Counterpoint Research em um relatório divulgado na terça-feira.

Tan afirmou na carta que aumentar a escala da tecnologia Intel 18A é a "tarefa número um" e que a empresa estará em melhor posição para atrair clientes externos de fundição assim que atingir a produção em larga escala e "entregar para clientes importantes da Intel 18A, como o governo dos Estados Unidos".

Enquanto isso, a divisão de design de chips da Intel também está sob pressão, já que a empresa busca aumentar as vendas de chips de inteligência artificial em desvantagem em relação às concorrentes Nvidia e AMD.

No trimestre de abril a junho, a Intel reportou uma receita total de US$ 12,9 bilhões, um aumento de 0,2% em relação ao ano anterior. Seu maior gerador de receita — o negócio de computação para clientes, que inclui vendas de chips para computadores pessoais — caiu 3% no ano, para US$ 7,6 bilhões.

As vendas de chips para data centers e inteligência artificial, por sua vez, cresceram 4% em relação ao ano anterior, para US$ 3,9 bilhões.

"Concentraremos nossos esforços em áreas que podemos revolucionar e diferenciar, como inferência e inteligência artificial agêntica", disse Tan sobre seu negócio de chips para inteligência artificial na carta.

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