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Instituições da Alemanha e Áustria deixam o X, um dia após ‘live’ com Musk e Weidel | Empresas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2025 às 18:39 · Atualizado há 2 dias
Instituições da Alemanha e Áustria deixam o X, um dia após ‘live’ com Musk e Weidel | Empresas
Foto: Reprodução / Arquivo

Dezenas de universidades e instituições de pesquisa na Alemanha e na Áustria anunciaram, nesta sexta-feira (10), a intenção de encerrar sua presença no X, do bilionário Elon Musk, afirmando que os algoritmos da rede social eram contrários a um discurso baseado na integridade científica e democrática. As informações são da rede pública alemã Deutsche Welle (DW).

A debandada da rede social ocorre enquanto o governo alemão também considera deixar a plataforma, pois acredita que ela está tendo um efeito “agitado e polarizador” na discussão política pública.

Na quinta-feira (9), os sindicatos que representam educadores e professores locais anunciaram que estavam saindo X.

Ainda de acordo com a DW, as instituições, que incluem algumas das universidades mais prestigiadas da Alemanha, disseram em comunicado que o X estava seguindo um rumo contrário aos seus princípios.

“A saída é uma consequência da incompatibilidade da orientação atual da plataforma com os valores fundamentais das instituições envolvidas: mente aberta, integridade científica, transparência e discurso democrático”, afirmou o comunicado conjunto.

O texto disse ainda que a maneira como o algoritmo do X reforçava a propagação de conteúdo populista de direita, enquanto restringia outras opiniões, tornava insustentável o uso futuro da plataforma pelos signatários.

A saída das instituições ocorre no dia seguinte a uma conversa ao vivo realizada no X entre Elon Musk e Alice Weidel, líder do partido alemão de ultradireita AfD e candidata à chefia de governo nas eleições gerais de 23 de fevereiro.

Na “live”, acompanhada por mais de 200 mil perfis no X, Musk e Weidel trataram de uma série de temas controversos, aponta a DW. Em certo ponto do bate-papo, Weidel chegou a afirmar falsamente que o líder nazista Adolf Hitler não era de direita e, sim, de esquerda, classificando-o como “comunista”.

Críticos também afirmam que a plataforma está falhando em remover desinformação e discurso de ódio.

A Comissão Europeia está, atualmente, examinando se Musk, um apoiador do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, está cumprindo as regras para redes sociais que estão em vigor na Europa.

— Foto: Unsplash

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