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Indústria brasileira não vê impacto imediato relevante de ação dos EUA na Venezuela

A ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela não deve ter impacto imediato relevante para segmentos da indústria brasileira. Segundo entidades setori...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 17:10 · Atualizado há 2 dias
Indústria brasileira não vê impacto imediato relevante de ação dos EUA na Venezuela
Foto: Reprodução / Arquivo

A ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela não deve ter impacto imediato relevante para segmentos da indústria brasileira. Segundo entidades setoriais consultadas pelo Valor, a exposição comercial do Brasil àquele país é pequena.

Representa apenas 1,4% das exportações do setor

— A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal (Abihpec) informou que, até o momento, não observa impacto direto. Segundo a entidade, a Venezuela não é mercado expressivo nas exportações brasileiras de beleza e cuidados pessoais: .

À reportagem, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) também afirmaram, em nota, que não identificaram qualquer impacto para os setores.

Como a atuação das empresas é concentrada no Brasil e em cadeias globais fora do país, [as empresas] em sua maioria, acabam não tendo impacto direto

— disse também Marisa Cesar, presidente do conselho da Associação de Minerais Críticos, que reúne empresas da cadeia produtiva de minerais como lítio, níquel, grafite, terras raras e cobre.

As relações comerciais entre nós e a Venezuela são muito pequenas. Já foram muito maiores, mas, após uma série de problemas como instabilidade, insegurança e dificuldades para obtenção de cartas de crédito, além de outras restrições, houve redução expressiva

— disse o diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel.

Segundo a Abit, de janeiro a novembro de 2025, a indústria têxtil e de confecção brasileira exportou cerca de US$ 6 milhões para a Venezuela — o setor exporta anualmente cerca de US$ 1 bilhão.

Já a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) disse que hoje poucos transformadores de plástico brasileiros vendem para a Venezuela, devido a dificuldades de recebimentos de produtos e à diminuição do mercado venezuelano.

Nenhum ou poucos brasileiros estão vendendo para aquela região, por conta da dificuldade de atuar naquele mercado nas condições que estavam. Se tiver uma recuperação da Venezuela, que é um país de recursos naturais muito ricos, o bom é que o Brasil pode também começar a vender para lá

— afirmou o presidente do conselho da associação, José Ricardo Roriz Coelho.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou realizar novo ataque caso a Venezuela não coopere com a abertura da indústria petrolífera e com a interrupção do fluxo de drogas.

Para Roriz Coelho, a possibilidade de retorno da Venezuela como um dos maiores produtores mundiais de petróleo poderia aumentar a oferta do combustível no mundo, ajudar a reduzir o seu custo e, consequentemente, dos derivados plásticos.

Se as reservas da Venezuela, que são as maiores do mundo, forem melhor exploradas e tiver investimento para aumento de produção, o preço do petróleo tende a cair. Diminuindo o preço do petróleo, diminui também o dos derivados. E o plástico é um derivado

— disse.

O Valor entrou em contato com a Abimaq (que representa os fabricantes de máquinas), com a Abicalçados e com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que não encaminharam posicionamentos.

Segundo entidades setoriais consultadas pelo Valor, a exposição comercial do Brasil ao país é pequena

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