A indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira, foi recebida sem surpresa por agentes financeiros, que já estavam atentos a rumores sobre essa possibilidade. Se aprovado, gestores ouvidos sob condição de anonimato pelo Valor avaliam que uma eventual presidência poderia afetar a imagem da CVM e piorar a governança da autarquia.
A indicação de Otto mancha a imagem da CVM e gera insegurança no mercado, ao afastar investidores e elevar o chamado ‘risco Brasil’
— diz uma fonte. Para ela, a principal preocupação recai sobre o risco de percepção de favorecimento a determinadas empresas, o que poderia afastar investidores.
É ruim para a governança. O nome do presidente da CVM costuma ser o de uma pessoa de referência, não de uma pessoa que estava como interina até então
— Outro gestor destaca que o envolvimento de Lobo em pontos polêmicos, como mudanças de voto, eleva os receios do mercado financeiro sobre o nome do executivo. , acrescenta.
Sem dúvida, a escolha parece bem ruim. Ninguém nunca tinha ouvido falar do nome dele até a confusão da OPA da Ambipar
— Um ponto de atenção que também foi citado por outro executivo é o fato de o nome de Lobo ser pouco conhecido no mercado. , observa.
Em julho do ano passado, como presidente interino da CVM, Lobo reverteu a deliberação sobre a oferta pública de aquisição (OPA) por aumento de participação do controlador na Ambipar após reunião do colegiado. Na ocasião, Lobo votou contra a realização da OPA depois que o diretor João Accioly também emitiu um parecer contrário.
No centro da discussão, estava o voto com mais peso. Em decisões colegiadas que não vão a julgamento, os votos do presidente têm peso no desempate. Com a renúncia de João Pedro Nascimento à presidência da autarquia no ano passado, Lobo, então presidente interino, teria sustentado que o voto de desempate caberia a ele.
Gestores ouvidos sob condição de anonimato pelo Valor avaliam que a futura presidência poderia afetar a imagem da CVM e piorar a governança da autarquia
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— traz o prospecto
em vez de encontrar e penalizar entidades por violações
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