A inadimplência média no Brasil no primeiro semestre de 2025 foi de 8,65%, segundo levantamento da plataforma Meu Crediário. Os dados mostram uma tendência de queda, já que, no mesmo período de 2024, o índice havia sido de 9,98%, e em 2023, de 10,45%.
Em junho, o índice subiu para 9,7%, ante 9,61% registrados em maio. O Meu Crediário aponta que a inadimplência costuma crescer a partir de março, em razão dos gastos acumulados nas festas de fim de ano. “Apesar de a quantidade ainda preocupar os lojistas, o cenário traz otimismo para os próximos anos”, diz em nota.
A empresa projeta que os consumidores devem conseguir reorganizar suas finanças e quitar pendências nos próximos meses, uma vez que, em 2024, a inadimplência no segundo semestre foi inferior à do primeiro.
A região Sudeste teve o maior índice do país no primeiro semestre de 2025, com 11,27% da população com contas em atraso. As menores taxas foram observadas no Nordeste e no Centro-Oeste, com 8,91% e 8,93%, respectivamente.
Na análise por faixa etária, os jovens de 18 a 25 anos lideram com taxa de 17,48%. Já entre os consumidores acima de 66 anos, o índice foi de 6,05%. Além disso, homens apresentaram inadimplência maior que as mulheres: 15,52% contra 9,12%.
No varejo, o setor de roupas e calçados registrou a maior taxa de inadimplência, com 12,08%. Óticas e móveis aparecem na sequência, com 7,48% e 6,51%, respectivamente.
Os dados são do Índice de Inadimplência, criado pelo Meu Crediário, que acompanha o comportamento de pagamento dos consumidores e é voltado a lojistas do varejo.