O avanço registrado por bancos e pelas ações da Petrobras ajudou a elevar os ganhos do Ibovespa nesta segunda-feira, que alcançou o patamar inédito de fechamento nominal de 150.454 pontos, com uma valorização de 0,61%, dias antes da decisão de política monetária no Brasil. Trata-se do quarto dia consecutivo de recorde duplo: intradiário e de fechamento nominal. O índice chegou a renovar o pico histórico para um dia, durante a tarde, ao encostar nos 150.761 pontos. Porém, nas horas seguintes, a principal referência acionária local perdeu força, com a subida menos intensa de algumas blue chips, em um pregão de maior volatilidade.
Com uma expectativa mais positiva para o balanço do banco, que será divulgado amanhã, os papéis PN do Itaú Unibanco foram destaque e encerraram em alta de 1,66%. O dia também foi positivo para outras instituições financeiras, caso de Santander (+1,22%), Bradesco PN (+1,10%) e Banco do Brasil (+0,82%), com exceção das units do BTG Pactual, que cederam 0,66%. Depois de apresentar forte alta no pregão anterior, as ações da Vale ampliaram um pouco dos ganhos e subiram 0,14%.
No âmbito macroeconômico, o mercado permaneceu otimista com a projeção de início do ciclo de cortes da Selic no primeiro trimestre de 2026, ainda que a decisão do Banco Central na quarta-feira deva ser de manter a Selic em 15%.
Embora o índice tenha encerrado em alta firme, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 15,6 bilhões, menor do que a média diária de R$ 15,9 bilhões registrada desde o começo do ano. Já o giro financeiro na B3 bateu R$ 21,3 bilhões. Em Wall Street, os principais índices acionários encerraram mistos: o Nasdaq subiu 0,46%; o S&P 500 avançou 0,17%; e o Dow Jones cedeu 0,48%.