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IBGE divulga carta em que rebate críticas e contrapõe ‘interesses individuais a missão institucional’ do órgão | Brasil

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 15/01/2025 às 22:09 · Atualizado há 1 dia
IBGE divulga carta em que rebate críticas e contrapõe ‘interesses individuais a missão institucional’ do órgão | Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

A presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou comunicado na noite desta quarta-feira (15) em que se defende de críticas feitas à gestão atual, em diferentes frentes.

O instituto vive uma crise interna desde setembro e a carta responde a algumas das demandas levantadas pelos trabalhadores do IBGE ao longo dos últimos meses.

O texto começa com a mensagem de que “vem público esclarecer à sociedade brasileira a respeito de conflitos de interesses individuais e particulares frente à missão institucional do IBGE, maior órgão de pesquisa do país”.

Com 1.205 palavras e quase oito mil caracteres, o comunicado está dividido em cinco partes, com os seguintes títulos: riscos de manipulação em uma casa técnica oficial; volta ao trabalho presencial; mudança para o prédio do Serpro; Fundação IBGE+; e IBGE avança.

No documento, a presidência do IBGE responde à alegação do sindicato nacional de servidores do IBGE de que a presidência tomou decisões unilaterais, sem participação do Conselho Diretor. “Não só foram feitos os debates junto a órgãos federais e no Conselho Diretor do IBGE, como todos os diretores e diretoras deste Conselho acompanharam as discussões, aprovaram a totalidade dos documentos e assinaram a ata de criação da Fundação IBGE+, registrada em cartório e aprovada por unanimidade, em ato documentado em texto e imagens”, afirma o texto.

A crise interna do IBGE se acirrou na semana passada, com o pedido de exoneração dos cargos da então diretora de pesquisas, Elizabeth Hypolito, e o diretor-adjunto, João Hallack. A expectativa agora, segundo fontes, é que a diretoria de geociências siga no mesmo caminho até o fim do mês, com pedido de saída da diretora Ivone Batista.

Todos os três são funcionários de carreira do IBGE e assumiram os cargos de confiança há um ano, a convite do presidente do instituto Márcio Pochmann. De acordo com o sindicato nacional de trabalhadores do IBGE, o principal fator para o pedido de saída de Hypolito e Hallack foi “o desgaste com a gestão de Pochmann, que vem tomando decisões unilaterais, sem a devida participação da Diretoria de Pesquisa (DPE) e de alguns outros membros do Conselho Diretor”.

Uma das principais críticas dos trabalhadores é em relação à criação da Fundação IBGE+, mas há outras questões em pauta, como o fim do teletrabalho integral; e a transferência de parte dos servidores de um prédio alugado no centro do Rio para edifício em bairro da zona sul do Rio com dificuldade de acesso por transporte público.

Um dos prédios do IBGE, no Rio de Janeiro (RJ) — Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

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