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IBGC lança guia para conselheiros lidarem com impacto das mudanças do clima | ESG

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 21/11/2024 às 20:07 · Atualizado há 2 dias

O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) acaba de lançar, nesta quinta-feira, (21), com outras entidades da mesma área de outros países latinos, um novo guia, com recomendações para conselheiros de administração atuarem de maneira mais eficaz diante dos desafios e impactos das mudanças climáticas.

“O desenvolvimento de uma governança climática é uma ferramenta fundamental para que os conselhos possam desenvolver planejamentos estratégicos para a sustentabilidade e resiliência dos negócios no curto, médio e longo prazos, considerando os impactos climáticos”, traz o documento ao explicar o objetivo do guia.

A partir dos oito princípios para a governança climática propostos pelo Fórum Econômico Mundial, o Guia de Orientação sobre Governança Climática para Conselhos de Administração faz sugestões de ações. Esses princípios enfatizam a integração das questões climáticas à governança corporativa, engajamento com stakeholders, transparência nas ações climáticas e o incentivo à inovação para mitigar os efeitos adversos das mudanças climáticas.

Alguns exemplos são: implementar um programa contínuo de educação e capacitação dos membros do board focado em sustentabilidade e mudanças climáticas; solicitar que os riscos climáticos sejam incluídos no mapa de riscos da companhia e que sejam reportados; realizar exercícios de análise de cenários; definir junto com os comitês as responsabilidades de longo prazo desses colegiados e deveres e das áreas e executivos; definir indicadores de performance; integrar no planejamento estratégico o engajamento com stakeholders; e troca de conhecimentos.

O documento é uma iniciativa do IBGC em parceria com o Instituto Colombiano de Governança Corporativa (ICGC), o Instituto de Governança Corporativa da Costa Rica (IGC-CR), Instituto de Governança Corporativa do Panamá (IGCP), Instituto de Governança Empresarial e Pública (IGEP), a Climate Governance Initiative (CGI), e o BID Invest, do Grupo BID.

A decisão de fazer um documento único para a América Latina se deve ao desafio também compartilhado de fazer a transição para uma economia de baixo carbono entre os países. O texto destaca que o continente enfrenta a difícil tarefa de alinhar o crescimento econômico com a redução das emissões de gases de efeito estufa, enquanto preserva os ecossistemas locais. Nesse cenário, os países latino-americanos têm buscado se adaptar e avançar nas suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), metas climáticas definidas no Acordo de Paris, com o apoio de organismos nacionais e internacionais.

O documento aborda informações de estudos realizados por organizações internacionais e por instituições reconhecidas pelos países onde desenvolvem as suas atividades, além de dados governamentais.

O guia também traz alguns resultados de uma pesquisa feita com mais de 150 executivos, muitos deles do Brasil. Quando perguntados se a agenda climática é contemplado na agenda do conselho no mínimo quatro vezes ao ano, com objetivos claros para a discussão, além de dados e informações robustos para informá-lo, 39,3% dos brasileiros responderam que concordam ou "concordam totalmente". Contudo, os números de quem discordou (incluindo quem disse discordar totalmente), é maior, de 45,8%. Na Colômbia, por exemplo, é o inverso: a maioria (52,9%) afirmou que sim, enquanto 29,4%responderam que não.

Quando questionados se o CEO/presidente, o presidente e os membros do conselho de administração ou consultivo comunicam e divulgam para os funcionários e executivos, por meio dos canais de comunicação oficiais da organização, a importância de se cumprir a meta climática estabelecida para a organização, os brasileiros, 41,1% dos brasileiros disseram que suas empresas fazem, enquanto 37,4% não.

Já, com relação a se as metas relacionadas ao clima são incorporadas aos incentivos e à remuneração dos executivos de maneira significativa e mensurável, apenas 11,2% afirmaram que têm, enquanto 69,1% não praticam.

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