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Honda adia reinício das operações em fábricas chinesas devido à escassez de chips

A Honda suspenderá as operações em três fábricas na China por um período mais longo do que o planejado devido à escassez de componentes semicondutores para a...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 02:46 · Atualizado há 1 dia
Honda adia reinício das operações em fábricas chinesas devido à escassez de chips
Foto: Reprodução / Arquivo

A Honda suspenderá as operações em três fábricas na China por um período mais longo do que o planejado devido à escassez de componentes semicondutores para a indústria automotiva, informou a montadora japonesa nesta segunda-feira.

A decisão afeta as unidades da GAC Honda Automobile, uma joint venture com a montadora chinesa Guangzhou Automobile Group. Inicialmente, a retomada das atividades estava prevista para esta segunda-feira, após cinco dias de paralisação até a última sexta-feira, mas agora a expectativa é de que as operações sejam retomadas em 19 de janeiro.

A produção de veículos a gasolina e outros ficará suspensa até 16 de janeiro.

A Dongfeng Honda Automobile, outra joint venture na China, continuará a produção de veículos.

A Honda também informou que interromperá a produção em duas fábricas no Japão nesta segunda e terça-feira. As paralisações se aplicam à unidade de Suzuka, na província de Mie, e à de Yorii, na província de Saitama.

A planta de Suzuka produz modelos populares no mercado interno, como o minicarro N-Box.

A suspensão dos embarques de chips automotivos da Nexperia resultou em escassez desses componentes críticos. A Nexperia é uma fabricante de capital chinês com sede na Holanda. A Honda está explorando alternativas de fornecimento para manter a estabilidade das operações.

A Honda usa semicondutores padrão da Nexperia para algumas de suas peças automotivas. A montadora japonesa depende exclusivamente da Nexperia para diversos componentes.

A Honda também vem reduzindo a produção de seus principais modelos na América do Norte desde o final de outubro.

A montadora prevê que a escassez de semicondutores na América do Norte impactará negativamente o lucro operacional em 150 bilhões de ienes (US$ 958 milhões) para o ano fiscal 2025, que termina em 31 de março de 2026. O impacto dos cortes de produção atuais ainda não foi incorporado às projeções de resultados da empresa.

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