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Homem é condenado nos EUA por tentar assassinar Trump em clube de golfe | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 23/09/2025 às 16:28 · Atualizado há 5 dias
Homem é condenado nos EUA por tentar assassinar Trump em clube de golfe | Mundo
Foto: Reprodução / Arquivo

Um homem encontrado andando armado perto do campo de golfe do presidente americano, Donald Trump, no ano passado, foi condenado nesta terça-feira por tentativa de assassinato, informou a secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, nas redes sociais.

Um júri concluiu que Ryan Routh, de 59 anos, pretendia matar Trump — então ex-presidente dos EUA e candidato republicano à presidência — quando apontou um rifle através de uma cerca enquanto Trump jogava golfe no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, na Flórida. Ele também foi considerado culpado das outras quatro acusações que enfrentava, incluindo obstrução a um agente federal e crimes com armas. Ele pode pegar a pena máxima de prisão perpétua.

Routh fugiu sem disparar após um agente do Serviço Secreto, que patrulhava o campo antes da chegada de Trump, avistar Routh com o rifle e abrir fogo, segundo testemunhos apresentados no caso.

“Esse plano foi cuidadosamente elaborado e era mortalmente sério”, disse o promotor John Shipley na abertura do julgamento, acrescentando que, sem a intervenção do agente do Serviço Secreto, “Donald Trump não estaria vivo.”

O julgamento de 12 dias em um tribunal federal em Fort Pierce, Flórida, ocorreu no rastro do assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, que mais uma vez colocou o crescimento da violência política nos EUA no centro do debate nacional. Trump foi alvo de duas tentativas de assassinato, incluindo uma que o feriu na orelha, durante sua campanha presidencial de 2024, que o levou de volta à Casa Branca.

“O veredicto de culpa de hoje contra o potencial assassino de Trump, Ryan Routh, ilustra o compromisso do Departamento de Justiça em punir aqueles que praticam violência política”, disse Bondi em comunicado no X. “Essa tentativa de assassinato não foi apenas um ataque ao nosso Presidente, mas uma afronta à nossa própria nação.”

Trump, em uma publicação em sua plataforma Truth Social, elogiou o veredicto, acrescentando: “Esse era um homem mau, com uma intenção maligna, e eles o pegaram.”

Democratas também foram alvos recentes de violência política. Em abril, um homem invadiu a residência do governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, e a incendiou com a família dentro. Em junho, um homem armado que se passava por policial em Minnesota assassinou a legisladora estadual Melissa Hortman e seu marido, e baleou o senador estadual John Hoffman e sua esposa.

Routh, que havia se declarado inocente de todas as acusações, decidiu dispensar seus advogados e se defender sozinho no julgamento. Sua defesa se baseou no que descreveu como sua natureza gentil e não violenta, mas sua declaração inicial, confusa e prolixa, foi interrompida por um juiz federal. Ele praticamente não contestou os depoimentos de uma série de agentes da lei que apresentaram as provas do caso.

Júri concluiu que Ryan Routh, de 59 anos, pretendia matar Trump — Foto: Lothar Speer/AP

Routh, que viveu mais recentemente no Havaí, teve uma vida errática como empreiteiro de telhados e se envolveu em movimentos pró-democracia em Taiwan e na Ucrânia, para onde viajou duas vezes após a invasão russa. Sua filha Sara contou que ele permaneceu inicialmente na Ucrânia por 10 meses, dormindo em uma barraca em Kiev e ajudando a recrutar voluntários e fornecer suprimentos.

As viagens de Routh à Ucrânia faziam parte de um padrão de grandes gestos para ajudar pessoas que ele considerava vulneráveis ou indefesas, planos que muitas vezes esbarravam em dificuldades práticas. “Eles estavam prestes a lutar uma guerra. Não tinham nada para lutar”, disse Sara Routh. “Ele sentia que poderia fazer a diferença.”

Promotores alegaram que Routh chegou ao sul da Flórida cerca de um mês antes do incidente de 15 de setembro de 2024, ficando em um posto de caminhoneiros e monitorando os movimentos e a agenda de Trump. Routh supostamente carregava seis celulares e usava nomes falsos para esconder sua identidade.

Segundo a acusação, ele esperou quase 10 horas no dia do incidente, escondido em arbustos densos com vista para o green do sexto buraco. Investigadores encontraram no local um rifle do tipo SKS, duas bolsas contendo placas de metal semelhantes às usadas em coletes à prova de balas e uma pequena câmera de vídeo apontada para o campo. Trump estava no quinto buraco, a algumas centenas de metros, quando Routh foi descoberto.

Routh foi preso naquela tarde após ser parado pela polícia em uma rodovia da Flórida.

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