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Hiker Ventures quer captar até R$ 50 milhões para fundo de venture capital | Finanças

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 04/02/2025 às 11:37 · Atualizado há 5 dias
Hiker Ventures quer captar até R$ 50 milhões para fundo de venture capital | Finanças
Foto: Reprodução / Arquivo

A Hiker Ventures nasceu dentro da AF Invest, gestora do grupo mineiro Araújo Fontes. Fundada em 2023, conta também entre seus sócios com o banco Bmg, que tem uma fatia de 28%. Já fez quatros aportes e outros dois devem ser fechados em breve. O fundo da casa, batizado de Chronos, já levantou R$ 20 milhões e pretende chegar a até R$ 50 milhões em 2026.

A Hiker foca no “early stage”, estágio inicial, especialmente de empresas B2B (que fornecem produtos e serviços para outras empresas), e tem o plano de fazer saídas dos investimentos com prazos de três a cinco anos. A ideia é focar em startups que tenham densidade de produtos, com espaço para crescer e com empreendedores dispostos a receber ajuda do venture capital.

Advogado e contador, Evaldo Fontes se interessa por tecnologia desde jovem. Hoje perto dos 60 anos, ele faz parte do comitê de investimentos da Hiker e acredita que sua experiência ajuda. “Algumas coisas de tecnologia talvez eu não entenda a essência, mas penso no caso de uso, no lado prático do negócio que vai comprar aquela solução.”

Sobre o ambiente para levantar recursos, ele diz que a Hiker tem feito a captação do fundo em tranches, muitas vezes com clientes do grupo Araújo Fontes, sendo que os sócios também colocam recursos próprios. “Para captar volumes pequenos ainda está fácil, se fosse um fundo de R$ 200 milhões acho que teríamos mais dificuldade.”

No início dos anos 2000, o grupo Araújo Fontes já tinha feito uma incursão nesse mundo do chamado capital semente (“seed”). O fundador diz que os investimentos não deram muito certo, mas trouxeram aprendizados importantes. Questionado se hoje os fundadores costumam aceitar seus conselhos, ele diz que uma dose de teimosia faz parte. “Eu falo o que quero e vou embora, e eles fazem o que desejarem. Geralmente são pessoas muito inteligentes, mas é um negócio que exige uma certa postura de burro empacado. Se o empreendedor não tiver uma fixação naquele projeto, ele não prospera.”

No portfólio da Hiker estão a Greg, fintech de soluções inteligentes de pagamento; Semexe, de comércio on-line de bicicletas e peças; Fluna, uma startup de automação de soluções de tecnologia; e a healthtech Radar Fit.

Em outro projeto, o grupo Araújo Fontes segregou uma equipe que estava desenvolvendo um software para sua gestora e criou uma nova empresa, a InvestingHub, e trouxe como sócia a Raro Labs, que foi comprada pelo Bmg em 2020. Por enquanto o único cliente é o próprio Araújo Fontes, mas a ideia é vender o programa para outras assets.

— Foto: Gerd Altmann/Pixabay

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