O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo vai continuar tomando medidas como aumentar o salário mínimo, corrigir a tabela do Imposto de Renda, melhorar o poder de compra do salário, baixar o preço do dólar e melhorar a safra para “combater os preços altos”. Haddad concedeu entrevista para a rádio Cidade de Caruaru.
“Vamos continuar tomando as medidas de aumentar salário mínimo, corrigir tabela do IR, melhorar poder de compra do salário, baixar o dólar, melhorar a safra para combater os preços altos”, disse.
Haddad afirmou que a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos fez com que o dólar se valorizasse no mundo inteiro e que, neste início de ano, houve uma perda de força do dólar.
“Isso também colabora para a redução do preço dos alimentos no médio prazo. Apesar de nós sermos grandes exportadores de alimento, quando você exporta o alimento, você exporta em dólar, então o produtor aqui está recebendo mais em reais em virtude de o dólar ter se apreciado, isso acaba tendo impacto nos preços internos. Então também, a política que nós estamos adotando para trazer esse dólar para patamar mais adequado também vai ter reflexos nos preços nas próximas semanas.”
Questionado sobre o preço dos alimentos, o ministro ainda disse que Plano Safra de 2024 foi o maior da história e a safra vai começar a ser colhida em março. “A safra vai ser recorde, vamos colher como nunca colhemos alimentos e grãos, e tudo mais. Tem o ciclo do boi que está no final. Isso tudo vai ajudar a normalizar essa situação”.
Haddad afirmou que, com a reforma tributária, a partir de 2027, a Constituição Federal vai impedir os governos estaduais de cobrarem imposto sobre a cesta básica. “A primeira providência que o presidente Lula tomou foi justamente de zerar os impostos da cesta básica”, disse.
Haddad ainda disse que aumentar o salário mínimo é uma das formas de garantir que o trabalhador mantenha seu poder de compra.
O ministro também afirmou que é necessário considerar a situação que estava quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência.
“Todos os preços hoje, mesmo tendo sido elevados no último período em função desses fatores, seca, inundação no Rio Grande do Sul, dólar, eleição do Trump e tudo mais, eles ainda estão abaixo do que o presidente Lula herdou do governo Bolsonaro.”
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