O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou nesta terça-feira (10) o nível da qualidade técnica do debate sobre política fiscal no noticiário brasileiro. Segundo ele, o tema tem sido explorado pela imprensa, mas, em geral, “monopolizado por desinformação”.
O tema [política fiscal] mais discutido nos últimos três anos é de baixa qualidade técnica
— disse Haddad durante o painel Cenário Econômico 2026, na CEO Conference Brasil 2026, fórum promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo (SP).
Haddad voltou a criticar a forma como as contas públicas foram deixadas para o governo Lula 3 pela gestão anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele citou a chamada “PEC do Calote” e o não pagamento de precatórios.
Ao fazer um balanço da gestão, Haddad afirmou que a reforma tributária sobre o consumo foi o aspecto mais “impressionante”. Em 2026, tem início a fase de testes do novo sistema, cuja transição se estende até 2033. Segundo o ministro, o avanço foi resultado de um trabalho conjunto entre o Congresso Nacional e a equipe econômica.
O ministro também afirmou que a questão da dívida pública deve ser analisada na sua complexidade. “Não é uma coisa simples”, acrescentou ele.
O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 18% no ano passado, somando R$ 8.635,09 trilhões em dezembro de 2025, conforme dados no Relatório Mensal da Dívida publicado pelo Tesouro Nacional. Foi o maior avanço do endividamento público desde 2015.
Acompanhe os mercados com nossas ferramentas
Criminoso sexual investiu em empresas do setor cripto e manteve relações com grandes nomes dos ativos digitais
Inflação oficial pode influenciar o comportamento da curva de juros nesta terça-feira,
Ministro da Fazenda afirmou que o tema tem sido explorado, em geral, “monopolizado por desinformação”
Ano de 2026 começou com aumento na alíquota do ICMS para gasolina, diesel e gás de cozinha pelos governos dos Estados e do Distrito Federal
Segundo o IBGE, o resultado do primeiro mês deste ano foi o maior desde junho de 2022, quando o indicador avançou 1,65%
Números relativos ao núcleo do índice de inflação oficial e aos serviços subjacentes vêm piores que o previsto
Resultado representa aceleração frente a dezembro de 2025, quando a alta foi de 0,21%
Investigações apontaram que criminosos adquiriam CNPJs de farmácias cadastradas no programa e transferiam a titularidade para “laranjas”, registravam no site oficial vendas fictícias e eram obtidos reembolsos irregulares
Companhia registrou receitas de US$ 11,8 bilhões entre outubro e dezembro, crescimento de 2%, e na América Latina, incluindo o Brasil, alta de 3% no faturamento