O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira que o Brasil precisa de um novo Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), uma agenda de Estado que teria como foco do desenvolvimento econômico a sustentabilidade.
"Queremos produzir energia verde, não queremos desperdiçar, queremos deixar de importar serviços tecnológicos de fora. São muitos os objetos do plano de transformação ecológica. A cada etapa desse processo, esse plano vai ganhando um peso maior na economia brasileira", afirmou o ministro, que participou do lançamento do 2º edital do Eco Invest, que tem como objetivo levantar R$ 11 bilhões para financiar a recuperação de áreas degradadas na Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal.
Haddad lembrou que os pastos degradados são aproximadamente 10% do território brasileiro e que recuperá-los significa não apenas um impulso na preservação ambiental, mas também provar que é possível expandir produção com proteção ao meio ambiente.
O petista reforçou um comentário feito mais cedo, durante evento organizado pelo Banco Safra, quando afirmou que o país precisa recuperar uma agenda de Estado, que conta com o apoio dos três Poderes e independe de qual partido político ocupa o Executivo. Na ocasião, reclamou que a responsabilidade fiscal precisa ser uma responsabilidade partilhada com o Legislativo e o Judiciário.
O PND era o nome dado pela ditadura militar para o instrumento que planejava o crescimento da economia brasileira em janelas de tempo, orientando investimentos em setores específicos, entre outras medidas. Ele sucedeu outras iniciativas do tipo, como o Plano de Metas de Juscelino Kubitschek (1956-1961) e o Plano Estratégico de Desenvolvimento (1967-1970).
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