O varejista Grupo Mateus reportou um lucro líquido de R$ 388 milhões no quarto trimestre, estável na comparação com o mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, a receita cresceu 15,7%, para R$ 8,73 bilhões.
Apesar do maior faturamento, o resultado final foi afetado pelos custos das mercadorias vendidas e dos serviços prestados, que avançaram 14,9% no trimestre, para R$ 6,72 bilhões. Além disso, as despesas operacionais totais somaram R$ 1,27 bilhão, aumento anual de 17,3%.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 162,7 milhões, 26,7% pior que o resultado negativo de R$ 128,4 milhões reportado um ano antes. Enquanto o Imposto de Renda e a Contribuição Social representaram perdas de R$ 88,2 milhões, ante as perdas anteriores de R$ 25,5 milhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) pós-IFRS atingiu R$ 730,3 milhões entre outubro e dezembro, alta anual de 20,4%. A margem Ebitda foi de 8,4% no trimestre, avanço de 0,4 ponto percentual.
Durante o quarto trimestre, o Grupo Mateus investiu R$ 364,6 milhões em ativos fixos, um aumento de 9,9% ante o montante reportado um ano antes. De acordo com a companhia, esse crescimento foi impulsionado, principalmente, pelo maior investimento em novas lojas, inaugurações realizadas em 2024 e pelas obras em andamento para futuras unidades. Com isso, a empresa encerrou o trimestre com 168 lojas de varejo alimentar e 104 de eletrodomésticos, totalizando 272 unidades.
A companhia ainda teve um crescimento de 5,9% de vendas nas mesmas lojas, que desaceleraram em 2,9 pontos percentuais na comparação anual, impactado pela desaceleração das vendas em dezembro, diferentemente de outubro e novembro, quando tanto o volume quanto o preço contribuíram positivamente para o indicador.
Ao fim de dezembro, a dívida líquida era de R$ 609,6 milhões, em comparação com a dívida de R$ 1,11 bilhão ao final de setembro, resultando numa alavancagem de 0,29 vez o indicador da dívida líquida sobre Ebitda ajustado.