O governo está preparando uma campanha para combater a disseminação de notícias falsas sobre o Pix que prejudicaram a reputação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O novo ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, liderará o plano transmitindo a mensagem de que o Pix — que tem mais de 150 milhões de usuários — continua sendo um método de pagamento seguro, confidencial e isento de impostos, de acordo com duas pessoas com conhecimento do assunto. A ideia é combater falsos rumores de que o governo cobrará taxas sobre transações por meio desse sistema.
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De forma mais ampla, a iniciativa busca reforçar a imagem do presidente e fortalecer os esforços para atingir os eleitores nas mídias sociais na segunda metade de seu mandato.
Lula está correndo para acabar com uma controvérsia que ganhou tração na semana passada, quando o deputado da oposição Nikolas Ferreira publicou um vídeo no Instagram chamando a atenção para os planos do governo de aumentar a supervisão do Pix, sugerindo que isso poderia abrir as portas para a tributação.
Isso aumentou temores de taxação uma vez que notícias falsas já estavam circulando em redes sociais.
O número de pagamentos do sistema despencou após a publicação da postagem, que foi vista mais de 300 milhões de vezes. A reação levou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a negar rumores de novas taxas e o governo a recuar em seus planos de supervisão.
Essa é a primeira crise enfrentada por Palmeira, que chegou ao governo este mês como parte de uma estratégia para ajudar Lula a lidar com crescentes desafios envolvendo a imagem de seu governo.
O governo já publicou uma medida provisória reforçando que o Pix não será tributado, e o Banco Central tomou medidas publicando seu próprio vídeo nas redes sociais contra as falsas alegações.
Enquanto isso, Haddad está sendo aconselhado a dar mais entrevistas a veículos de comunicação que alcancem cidadãos comuns, e se esforçando mais para promover o crescimento econômico e programas sociais.
Ainda assim, a controvérsia do Pix aumentou as preocupações sobre as perspectivas de reeleição de Lula em 2026, dado que seu índice de aprovação já caiu abaixo de 50% e muitos brasileiros dizem que a economia está ruim e também vai piorar.