O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva defende a investigação do caso envolvendo o Banco Master.
Eu assinei aqui na Câmara [o requerimento de] CPI do [deputado Rodrigo] Rollemberg. A gente vai discutir isso na volta do recesso parlamentar. Nesse caso do Banco Master, a posição nossa, do governo, é que tudo tem que ser apurado. Os fatos têm que aparecer
— disse Lindbergh a jornalistas.
Há diversos requerimentos solicitando a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar o caso do Master tanto na Câmara quanto no Senado. Por conta do recesso das atividades parlamentares até o próximo dia 2, entretanto, nenhum deles avançou até o momento.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu hoje para a Procuradoria-Geral da República (PGR) apurar a atuação do relator do caso no Tribunal de Contas da União, o ministro Jhonatan de Jesus. O ministro pediu a realização de uma análise da conduta do Banco Central (BC) ao determinar a liquidação extrajudicial do banco.
atacar e tentar intervir em quem cumpre o seu papel é antirrepublicano e só beneficia o crime
— O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), também se manifestou contra essa investigação do TCU no BC. Ele destacou que .
Lindbergh também falou sobre o PL da dosimetria, proposta aprovada pelo Congresso no fim do ano passado que resulta na redução de penas de condenados pelo 8 de janeiro e por tentativa de golpe. A expectativa é que o presidente Lula vete o projeto nos próximos dias. O veto, se confirmado, é depois analisado pelo Congresso, que pode decidir derrubá-lo, restabelecendo a lei.
Eu estou convencido que o presidente vetando [o PL da dosimetria], nós temos todas as condições de manter o veto. Você sabe que aquela votação foi marcada de uma hora para outra. Aqui na Câmara houve 291 votos, no Senado 48 votos, então nós teríamos que reverter 34 votos, que é uma tarefa muito possível, que o governo vai ter mais de um mês para trabalhar em cima dessa votação
— declarou Lindbergh a jornalistas.
Um veto do Executivo pode ser derrubado pelos parlamentares se a maioria absoluta dos deputados (257) e dos senadores (41) votarem pela derrubada. O líder do PT também tem a "esperança" de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não pautará o veto.
Nesta quinta-feira (8), o Planalto fará um evento para relembrar os três anos da invasão das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. É possível que, nesta ocasião, Lula faça o veto à proposta aprovada pelo Legislativo no fim de 2025. O líder do PT, entretanto, não confirmou se o veto acontecerá na cerimônia.
Alcolumbre e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não estarão presentes. Havia o temor de que a realização do veto durante o evento de memória do 8 de janeiro pudesse constranger os chefes das Casas. Para Lindbergh, Lula não faria o veto se os presidentes das Casas fossem à cerimônia.
É claro que se o presidente Hugo Mota e o presidente Alcolumbre viessem [no Planalto] amanhã, não tem dúvida que o presidente poderia vetar em outro dia. Mas eu que fui informado que eles não vêm amanhã. E que não tem nada a ver com o veto. É uma opção [de não comparecer]. Aconteceu a mesma coisa ano passado, porque esse é um tema que divide muita gente
— disse, minimizando a ausência de Motta e de Alcolumbre no evento desta quinta.
Essa discussão do fim da escala 6 por 1, eu conversei com o presidente Hugo Motta, e ele está muito propenso a colocar isso como uma pauta dele também
— Lindbergh disse também acreditar que Hugo Motta apoiará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6 por 1 e tomará o tema como uma agenda própria. , declarou Lindbergh a jornalistas.
Há duas PECs sobre a redução da jornada semanal de trabalho que são as apostas do Planalto para avançar com o tema. Na Câmara dos Deputados, o texto aguarda o despacho de Motta. No Senado, por sua vez, a matéria foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa em dezembro, mas ainda precisa ser votada em plenário.
O fim da escala 6 por 1 é uma das principais apostas de Lula para a campanha de reeleição neste ano. Também hoje, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou acreditar ser possível aprovar a PEC ainda neste ano.
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