O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirmou nesta segunda-feira (24) que a agenda de investimentos deve conciliar esforços públicos e privados, tendo como pano de fundo a bandeira da sustentabilidade. Durante mesa com a participação de governadores no evento Rumos 2025, organizado pelo Valor, sobre "os Estados como polo de atração de investimentos", Barbalho disse que seu Estado deve se consolidar como um polo de desenvolvimento sustentável com a realização da COP30, em Belém.
"Devemos conciliar investimentos públicos e a construção do ambiente atrativo para o investimento privado", afirmou o governador, acrescentando que, nos últimos seis anos, o Pará teve uma destinação entre 10% e 15% do orçamento para investimentos de forma regular, contemplando "obras estratégicas para o crescimento do Estado".
Ele destacou a geração de postos de trabalho e disse que as obras da COP30 mobilizam diretamente mais de 5 mil empregos diretos só na construção civil. A conferência da ONU para o clima, na avaliação do emedebista, ajudará o Estado a consolidar a imagem de capital da Amazônia.
"Temos a crença de que, com o protagonismo da COP, vamos ter a oportunidade de colocar o Pará e Belém com capital da experiência amazônica e gerar investimento e riqueza."
Segundo Barbalho, o Pará deve ser o terceiro Estado com maior crescimento de Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. "O que temos trabalhado é para conectar as expectativas da iniciativa privada com a agenda da sustentabilidade, para que o Estado seja protagonista desta agenda", completou o emedebista, ressaltando o papel de liderança que ele acredita que o Pará deve ter na chamada agenda verde.
Ele citou a necessidade de avanços tanto em infraestrutura quanto na bioeconomia, com estratégias de negócios a partir da riqueza da floresta amazônica.
O governador disse que, dentro do plano estadual de bioeconomia, um dos pilares é a descarbonização, com o intuito de "reduzir drasticamente o desmatamento e, por outro lado, restaurar áreas que foram florestas no passado e que foram antropizadas".
Segundo ele, o Estado do Pará lançará nesta semana a primeira concessão de restauro de área pública de floresta que foi grilada. A ideia é propor à iniciativa privada uma concessão para restaurar o estoque florestal e permitir o uso futuro em mercado de carbono. "É natural que a busca pelo crédito de carbono será cada vez mais demandada. Não tenho dúvida de que, dando certo essa concessão, o Brasil todo vai se mobilizar para essa solução", declarou.
Helder também defendeu que é possível preservar a floresta e produzir, dando como exemplo a área da pecuária. Segundo ele, o Pará tem o segundo maior rebanho bovino do Brasil, com 26 milhões de cabeça de gado, e tem a meta de até o fim de 2026 estar com 100% de seu rebanho rastreado individualmente.
"Reduzimos o desmatamento com comando, controle e fiscalização", disse o governador. Ele pregou que o Pará tenha um papel de liderança na produção alimentar com rastreabilidade, mas também fortalecendo o restauro de áreas de produção como as de cacau e de açaí, que "geram muito emprego".
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