Ao participar do encerramento da Primeira Cúpula de Procuradores-Gerais do G20 (PG20), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a cooperação internacional para levar as organizações criminosas à asfixia financeira, disse que há consenso entre os países sobre a necessidade dessa parceria e comemorou o fechamento de um documento que estabelece o compromisso de estreitar as relações entre os países participantes.
“A sensação que deve prevalecer é que os delinquentes não encontrarão espaço de tranquilidade. [...] Todos temos que estar preparados e por isso a cooperação e a solidariedade são fundamentais. Precisamos de cooperação para levar as organizações à asfixia financeira”, afirmou.
- PGR defende cooperação e agilidade do G20 no combate ao crime organizado
A Carta do Rio de Janeiro prevê o combate ao crime organizado, promoção da justiça e sustentabilidade socioambiental e foi assinada por 20 países, entre Brasil, Estados Unidos, China, África do Sul e Reino Unido, entre outros.
O documento estabelece o compromisso dos países de fortalecerem os mecanismos de cooperação internacional existentes para o combate ao crime organizado e trasnacional; o uso estratégico de novas e avançadas tecnologias de maneira segura e confiável e reafirma o respeito aos direitos humanos.
“Apesar das diferenças dos sistemas jurídicos dos países, conseguimos chegar a um consenso de um documento para estreitar a cooperação. O principal ponto é essa cooperação, esse contato mais próximo. Além da cúpula, houve 54 encontros bilaterais, sinais dessa aproximação”, disse ele, que destacou a importância do estabelecimento de relações de confiança entre os países.
O desafio de que a criminalidade não respeita barreiras ficou claro em diversas falas durante a cúpula, segundo Gonet, mesmo entre os países que são menos atingidos pela criminalidade. “Os métodos tradicionais [de combate ao crime] se mostram insuficientes”, afirmou.
Crimes ambientais; tráfico de pessoas e de drogas; crimes cibernéticos; fraudes financeiras; e os desafios da inteligência artificial foram alguns dos principais temas discutidos durante a cúpula, de acordo com o procurador-geral.