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Gonet defende no G20 cooperação internacional para asfixiar finanças de organizações criminosas | Brasil

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 22/10/2024 às 13:38 · Atualizado há 1 semana
Gonet defende no G20 cooperação internacional para asfixiar finanças de organizações criminosas | Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

Ao participar do encerramento da Primeira Cúpula de Procuradores-Gerais do G20 (PG20), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a cooperação internacional para levar as organizações criminosas à asfixia financeira, disse que há consenso entre os países sobre a necessidade dessa parceria e comemorou o fechamento de um documento que estabelece o compromisso de estreitar as relações entre os países participantes.

“A sensação que deve prevalecer é que os delinquentes não encontrarão espaço de tranquilidade. [...] Todos temos que estar preparados e por isso a cooperação e a solidariedade são fundamentais. Precisamos de cooperação para levar as organizações à asfixia financeira”, afirmou.

  • PGR defende cooperação e agilidade do G20 no combate ao crime organizado

A Carta do Rio de Janeiro prevê o combate ao crime organizado, promoção da justiça e sustentabilidade socioambiental e foi assinada por 20 países, entre Brasil, Estados Unidos, China, África do Sul e Reino Unido, entre outros.

O documento estabelece o compromisso dos países de fortalecerem os mecanismos de cooperação internacional existentes para o combate ao crime organizado e trasnacional; o uso estratégico de novas e avançadas tecnologias de maneira segura e confiável e reafirma o respeito aos direitos humanos.

“Apesar das diferenças dos sistemas jurídicos dos países, conseguimos chegar a um consenso de um documento para estreitar a cooperação. O principal ponto é essa cooperação, esse contato mais próximo. Além da cúpula, houve 54 encontros bilaterais, sinais dessa aproximação”, disse ele, que destacou a importância do estabelecimento de relações de confiança entre os países.

O desafio de que a criminalidade não respeita barreiras ficou claro em diversas falas durante a cúpula, segundo Gonet, mesmo entre os países que são menos atingidos pela criminalidade. “Os métodos tradicionais [de combate ao crime] se mostram insuficientes”, afirmou.

Crimes ambientais; tráfico de pessoas e de drogas; crimes cibernéticos; fraudes financeiras; e os desafios da inteligência artificial foram alguns dos principais temas discutidos durante a cúpula, de acordo com o procurador-geral.

Procurador-geral da República, Paulo Gonet — Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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