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Fundação apoiada pelos EUA e por Israel propõe criação de zonas para abrigar população palestina | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/07/2025 às 11:05 · Atualizado há 1 semana
Fundação apoiada pelos EUA e por Israel propõe criação de zonas para abrigar população palestina | Mundo
Foto: Reprodução / Arquivo

A Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), entidade privada de ajuda humanitária apoiada pelos Estados Unidos e por Israel, propôs a criação de áreas chamadas de “Zonas de Trânsito Humanitário” dentro e fora da Faixa de Gaza para abrigar a população palestina, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (7) pela agência Reuters.

Segundo uma fonte, o plano, que custaria cerca de US$ 2 bilhões, foi criado em fevereiro e recentemente discutido na Casa Branca. Essas áreas teriam a intenção de “substituir” o controle do grupo militante Hamas sobre a população local.

Conforme informado pela Reuters, o plano descreve esses campos como locais de ampla escala em que a população do enclave palestino poderá residir temporariamente, além de “passar por um processo de desradicalização, se reintegrar e se preparar para se realocar, caso desejem.”

A criação das zonas também teria a intenção de ganhar a confiança da população local e facilitar os planos de Donald Trump para a região. No começo deste ano, o presidente americano cogitou transformar a Faixa de Gaza em um resort de luxo.

A GHF disse ter estudado uma série de opções para fornecer ajuda humanitária com segurança na região, e negou a possível criação das Zonas de Trânsito Humanitário.

Segundo uma fonte, essa proposta foi apresentada em slides e submetida à embaixada dos EUA em Jerusalém no início deste ano.

Uma outra fonte, que trabalhou no projeto, afirmou que ele não avançou por falta de financiamento.

Segundo informações da Reuters, as Zonas de Trânsito Humano, de acordo com as descrições contidas nos slides, seriam uma fase subsequente ao plano iniciado com a abertura de locais de distribuição de ajuda humanitária da GHF, o que ocorreu em maio.

A Fundação conta com apoio do exército de Israel e de empresas privadas dos EUA para realizar a distribuição de alimentos em Gaza.

O modelo de ajuda da GHF é amplamente criticado por outras organizações de ajuda humanitária e pela própria Organização das Nações Unidas (ONU), que o considera “insegura por natureza” e uma violação das regras de imparcialidade humanitária.

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