O Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) 2025 começa hoje (dia 20) em Davos, nos alpes suíços, e vai até o dia 24, com todas as atenções voltadas para a posse do presidente americano Donald Trump, para seu segundo mandato.
O evento costuma ser um termômetro para as discussões político-econômicas, mas neste ano sofreu um esvaziamento de importantes autoridades globais. Os Estados Unidos estão no centro dos holofotes com a posse de Trump e os potenciais impactos para a economia global e preocupações geopolíticas. O tema do evento deste ano será Justiça para todos — um mundo sem barreiras.
Importantes autoridades brasileiras, como os ministros do Meio Ambiente, Marina Silva, e de Energia, Alexandre Silveira, cancelaram a viagem para o evento na Suíça por conta da primeira reunião ministerial de 2025, marcada para hoje na Granja do Torto, em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, e o governador do Pará, Helder Barbalho, estarão presentes no WEF.
A assessoria de Silveira informou que o ministro poderá retomar a agenda nos alpes suíços durante esta semana após os compromissos em Brasília, mas não deu detalhes.
- Uma startup brasileira na lista de convidados da posse de Trump
Já a ministra Marina Silva, que tinha uma palestra prevista para o Fórum Econômico Mundial, também tem agenda na terça-feira (21) no país, para o anúncio da presidência da Cop30, que será realizada neste ano no país.
Na terceira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o governo brasileiro tem tido baixa participação no WEF. No primeiro ano de nova gestão, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e Marina Silva, participaram do evento. No ano passado, apenas os ministros do Meio Ambiente, Energia e Saúde (Nisia Trindade) participaram.
Pela primeira vez neste ano, o Brasil terá uma casa em Davos durante o Fórum Econômico Mundial. A Brazil House foi criada a partir de uma parceria entre BTG Pactul, Ambipar, Be8, JHSF, Gerdau, Randcorp e Vale.
O local será palco de programações com autoridades locais e globais para discutir importantes temas, como sustentabilidade, transição energética, biotecnologia e o papel do Brasil na nova economia.