Uma flotilha de ajuda humanitária à Gaza foi atacada na noite de terça-feira (23) por explosões de drones, ao navegar em águas internacionais nas proximidades da costa da Grécia, segundo informações dadas pelo grupo.
Pelo menos 11 embarcações da Flotilha Global Sumud foram atingidas pelos ataques de 12 drones, conforme relatos dados pela coalizão, que culpou Israel “e seus aliados” pelas “explosões, drones não identificados e bloqueio de comunicações.”
O grupo declara que não se deixará intimidar e que seguirá navegando rumo à Faixa de Gaza. Ao todo, cerca de 50 barcos civis compõem a frota da Flotilha Global Sumud, que visa levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e romper o bloqueio naval de Israel sobre o enclave palestino.
Greta Thunberg participa da coalizão
A coalizão é formada por advogados e ativistas de diferentes nacionalidades, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg, que foi detida em junho após Israel interceptar uma embarcação que levava ajuda humanitária à Gaza.
O ataque de terça-feira ocorreu a cerca de 56 quilômetros da ilha grega de Gavdos, segundo Marikaiti Stasinou, porta-voz da Marcha a Gaza Grécia, que faz parte da flotilha.
Todos os passageiros estão seguros após os drones terem explodido sobre as embarcações, declarou a porta-voz. Por conta do ataque, a Itália mobilizou uma embarcação da Marinha para auxiliar a flotilha.
O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, declarou em comunicado que o comboio marítimo foi alvo de “autores atualmente não identificados”. Ele expressou a “mais forte condenação” ao incidente.
Crosetto ordenou que a fragata multiuso italiana Fasan, que navegava ao norte de Creta, seguisse em direção à flotilha “para possíveis operações de resgate”, com foco principalmente nos cidadãos italianos.
A Flotilha Global Sumud pediu a outros países que “garantam e facilitem proteção eficaz, incluindo escolta marítima, observadores diplomáticos credenciados e presença estatal protetora visível. A Itália agora deu um primeiro passo nessa direção.”
Isarel acusa ativistas de cumplicidade com o Hamas
Israel tem criticado repetidamente a flotilha, acusando seus ativistas de cumplicidade com o grupo militante Hamas.
Nesta quarta-feira (24), o Ministério das Relações Exteriores de Israel reiterou o convite para que a flotilha entregue a ajuda humanitária em um porto israelense, deixando às autoridades do país a responsabilidade de levá-la até Gaza — caso contrário, enfrentariam consequências.
“Israel não permitirá que embarcações entrem em uma zona de combate ativa e não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal,” disse o ministério em nota.
No início deste mês, a flotilha já havia culpado Israel por outros ataques com drones contra seus barcos enquanto estavam atracados em um porto na Tunísia. Israel não respondeu às acusações.