Publicidade
Capa / Econômia

Fim da escala 6x1: entenda como funciona o modelo atual e o que PEC pode mudar | Carreira

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/11/2024 às 14:46 · Atualizado há 1 hora

Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) busca o fim da escala 6x1 de trabalho no Brasil. Encabeçada pela deputada federal Erika Hilton (Psol), porém, o texto pena para conseguir o apoio necessário no Congresso.

Na escala 6x1, os profissionais com carteira assinada trabalham seis dias da semana consecutivos e têm um descanso semanal, totalizando as 44 horas de trabalho semanais máximas definidas pela CLT. É um modelo muito comum na indústria, comércio, restaurantes e mercados, por exemplo.

A proposta, que ainda não está em discussão no Congresso por falta de assinaturas, nasceu em maio a partir do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), do vereador de São Paulo Rick Azevedo (Psol), que quer dar alternativas de jornada de trabalho aos empregadores e empregados para que os trabalhadores tenham mais dias de folga para outros compromissos, lazer e descanso.

A PEC mira alterar um trecho da Constituição que limita a duração do dia trabalhado em até 8 horas diárias, com jornada semanal limitada em 44 horas. O projeto quer permitir abranger outras distribuições de horas por dia e por semana, a fim de que as empresas organizem escalas com mais folgas por semana.

No VAT, a proposta é de alterar para uma escala 4x3, em que o empregado trabalha quatro dias da semana e folga os outros três dias. O modelo já é testado em algumas empresas brasileiras no projeto da organização 4 Days Week Brasil, que apresenta resultados positivos de produtividade — mas especialistas destacam que o sucesso do modelo pode se limitar a algumas áreas de atuação.

O empresariado aponta que, com uma mudança, o impacto será sentido diretamente nos custos da empresa, com o aumento no quadro de funcionários com a contratação de mais trabalhadores para suprir as folgas extras e também nos encargos sociais destas contratações.

A proposta foi elaborada pelo VAT e apresentada a Hilton em maio deste ano. No mesmo mês, ambos solicitaram uma audiência pública na Câmara começar a discussão da construção da PEC. A solicitação foi aprovada em 28 de maio, mas a discussão ainda não aconteceu.

Para avançar no rito legislativo e começar a ser discutida no Congresso, a PEC precisa, antes, do apoio de pelo menos um terço dos deputados (171 assinaturas) ou um terço dos senadores (27 assinaturas). Até agora, Erika angariou apenas 71 assinaturas na Câmara.

A adesão popular, porém, mostra outro cenário. Até o momento, 1,3 milhão de pessoas já assinaram a petição online pedindo pela proposição no Legislativo. Nas redes sociais, o assunto é um dos mais comentados do mês no X (ex-Twitter), com os usuários divulgando a proposta e pedindo mais adesão por parte dos deputados.

Veja abaixo a lista dos deputados que endossaram a PEC pelo fim da escala 6x1:

  1. Alfredinho (PT-SP)
  2. Ana Pimentel (PT-MG)
  3. Camila Jara (PT-MS)
  4. Carol Dartora (PT-PR)
  5. Dandara (PT-MG)
  6. Delegada Adriana Accorsi (PT-GO)
  7. Denise Pessôa (PT-RS)
  8. Dimas Gadelha (PT-RJ)
  9. Erika Kokay (PT-DF)
  10. Fernando Mineiro (PT-RN)
  11. Gleisi Hoffmann (PT-PR)
  12. João Daniel (PT-SE)
  13. Jorge Solla (PT-BA)
  14. Juliana Cardoso (PT-SP)
  15. Kiko Celeguim (PT-SP)
  16. Leonardo Monteiro (PT-MG)
  17. Lindbergh Farias (PT-RJ)
  18. Luiz Couto (PT-PB)
  19. Luizianne Lins (PT-CE)
  20. Marcon (PT-RS)
  21. Maria do Rosário (PT-RS)
  22. Miguel Ângelo (PT-MG)
  23. Natália Bonavides (PT-RN)
  24. Nilto Tatto (PT-SP)
  25. Odair Cunha (PT-MG)
  26. Padre João (PT-MG)
  27. Patrus Ananias (PT-MG)
  28. Paulão (PT-AL)
  29. Reginete Bispo (PT-RS)
  30. Reimont (PT-RJ)
  31. Rogério Correia (PT-MG)
  32. Rubens Otoni (PT-GO)
  33. Tadeu Veneri (PT-PR)
  34. Vicentinho (PT-SP)
  35. Waldenor Pereira (PT-BA)
  36. Washington Quaquá (PT-RJ)
  37. Benedita da Silva (PT-RJ)
  38. Célia Xakriabá (PSOL-MG)
  39. Chico Alencar (PSOL-RJ)
  40. Erika Hilton (PSOL-SP)
  41. Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
  42. Glauber Braga (PSOL-RJ)
  43. Guilherme Boulos (PSOL-SP)
  44. Ivan Valente (PSOL-SP)
  45. Luiza Erundina (PSOL-SP)
  46. Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
  47. Prof. Luciene Cavalcante (PSOL-SP)
  48. Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
  49. Taliria Petrone (PSOL-RJ)
  50. Tarcísio Motta (PSOL-RJ)
  51. Douglas Viegas (União Brasil-SP)
  52. Meire Serafim (União Brasil-AC)
  53. Saullo Vianna (União Brasil-AM)
  54. Yandra Moura (União Brasil-SE)
  55. Daiana Santos (PCdoB-RS)
  56. Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
  57. Márcio Jerry (PCdoB-MA)
  58. Orlando Silva (PCdoB-SP)
  59. Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)
  60. Duda Salabert (PDT-MG)
  61. Marcos Tavares (PDT-RJ)
  62. Célio Studart (PSD-CE)
  63. Stefano Aguiar (PSD-MG)
  64. Túlio Gadelha (Rede-PE)
  65. Antônia Lúcia (Republicanos-AC)
  66. Maria Arraes (Solidariedade-PE)
  67. Dagoberto Nogueira (PSDB-MS)
  68. Lídice da Mata (PSB-BA)
  69. Socorro Neri (PP-AC)
  70. Fernando Rodolfo (PL-PE)
  71. André Janones (Avante-MG)

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade