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Filhas de Malcolm X processam FBI, CIA e polícia pela morte do ativista | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 15/11/2024 às 22:58 · Atualizado há 1 dia

Três filhas de Malcolm X, ativista do movimento negro morto nos EUA em 1965, anunciaram nesta sexta-feira (15) que processaram a CIA, o FBI, a polícia de Nova York e outros pelo assassinato do pai.

As filhas alegam que as entidades estavam cientes e envolvidas no assassinato, segundo a Associated Press. Na ação, a família do ativista também afirma que a promotoria suprimiu o papel do governo no crime.

Em 2021, dois homens que haviam sido condenados em 1966 pelo crime foram absolvidos. Um terceiro homem, que confessou a participação no assassinato, foi solto em 2010. Durante o julgamento, ele já havia dito que os outros dois eram inocentes.

O processo diz que houve uma relação "corrupta, ilegal e inconstitucional" entre as autoridades policiais. As filhas afirmam que esse suposto conluio "foi ativamente ocultado, tolerado, protegido e facilitado por agentes do governo".

A polícia de Nova York, alinhada com agências federais, teria prendido a equipe de segurança de Malcolm dias antes da morte. Segundo o processo, os funcionários foram removidos do local onde o ativista estava para que o assassinato fosse cometido.

O advogado Ben Crump, que representa as filhas, falou em covardia. "[Que as autoridades] aprendam sobre todos os atos covardes que foram cometidos por seus antecessores e tentem corrigir esses erros históricos", disse a jornalistas, segundo a Associated Press.

O ativista nasceu em 19 de maio de 1925, em Omaha, no Estado do Nebraska, Estados Unidos. Considerado uma das personalidades de maior influência para o movimento Black Power, ele lutou por direitos civis da população negra defendendo o nacionalismo negro e ideias que, décadas depois, ainda contribuem para a luta antirracista.

Malcolm X tinha um projeto mais radical do que o proposto por outro famoso líder negro, o pastor Martin Luther King. Enquanto Luther King acreditava que os negros deveriam buscar a integração à sociedade estadunidense, Malcolm era a favor do desenvolvimento da própria comunidade negra em diferentes aspectos, como na economia e religião, com negros trabalhando com e para os negros.

O ativista também era a favor do enfrentamento dos brancos por meio da autodefesa, uma postura até então diferente do pacifismo pregado pelo pastor.

Em 21 de fevereiro de 1965, Malcolm X foi baleado por três homens em um auditório onde faria uma palestra, no Harlem, em Nova York. Alvejado por mais de 10 tiros, ele não resistiu aos ferimentos. Ele deixou esposa e seis filhos.

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