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Exceções ao tarifaço não trazem alívio aos estados 'onças brasileiras', mostra estudo | Brasil

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 02/08/2025 às 08:40 · Atualizado há 3 dias
Exceções ao tarifaço não trazem alívio aos estados 'onças brasileiras', mostra estudo | Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

A divulgação de uma lista de 694 exceções à tarifa adicional de 40% anunciada pela Casa Branca na última quinta-feira não trouxe alívio para empresas e produtores dos estados 'onças brasileiras', mostra um estudo da Futura/Apex Partners.

Para esse grupo, que inclui Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a lista de exceções contemplou apenas 30% das atividades exportadoras, contra uma média de 45% das exportações do Brasil como um todo.

O trabalho é uma atualização de um relatório divulgado há algumas semanas, que mostrava como a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros 'praticamente inviabiliza' R$ 14,4 bilhões em exportações desses estados. Mesmo com as exceções, US$ 10 bilhões ainda estão sob risco, porque permanecem taxadas pela tarifa máxima.

"De forma geral, esse resultado se deve ao fato de que as Onças são estados que possuem o Agronegócio bem desenvolvido e diversos produtos alimentícios ficaram de fora da lista de isenções, como as carnes e o café", afirma o estudo.

Estado inicialmente mais impactado pelo anúncio, o Espírito Santo destina 28,6% de todas as suas exportações aos EUA. Com a divulgação das exceções, a fatia atingida pela alíquota máxima caiu a 15,1%.

Na outra ponta, o Paraná se tornou o estado mais atingido pelas mudanças. De tudo o que foi exportado pelos paranaenses em 2024, 6,8% foi destinado aos Estados Unidos. Sob as novas regras, praticamente a totalidade (6,7%) ainda permanece sob a tarifa máxima, de 50%, estima a Futura.

Santa Catarina (de 14,9% para 12,4%), Rio Grande do Sul (8,4% para 7,2%) e Minas Gerais (11% para 6,9%) também aparecem entre os estados que não tiveram alívio com a lista de exceções.

"Diante de um cenário que tende a caminhar para resultadas com perdas de ambos os lados, a expectativa é de que prevaleça o bom senso e que, pelo diálogo, se chegue a uma solução equilibrada. Retaliações de reciprocidade reversa, seja no campo regulatório ou tarifário, tenderiam a escalar ainda mais as tensões", afirmam os autores.

Inspirado pelos tigres asiáticos do final do século XX, o termo 'onças brasileiras' tem sido promovido pela Apex para designar que se consolidaram nos últimos anos como novos motores da economia nacional. Eles respondem por cerca de um terço do total exportado pelo Brasil aos EUA em 2024.

Alguns dos produtos da pauta exportadora brasileira aos EUA têm produção concentrada em alguns desses oito estados, caso do café (89%), minério de ferro (96,8%), celulose (64,8%) e carnes bovinas (73,8%)

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