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Evolução do crédito tem sido menos clara após aceleração em 2024, diz BC | Finanças

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/04/2025 às 12:52 · Atualizado há 1 dia
Evolução do crédito tem sido menos clara após aceleração em 2024, diz BC | Finanças
Foto: Reprodução / Arquivo

Após o crédito acelerar ao longo de 2024, o chefe do departamento de estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, vê uma evolução menos clara entre janeiro e fevereiro deste ano. As estatísticas de crédito de fevereiro foram divulgadas nesta quarta-feira pelo BC.

“Agora, a gente já tem uma característica mais nuançada. Algumas modalidades estão acelerando e outras não estão. Se a gente pega o crédito pessoa física, ele cresceu 12,5% nos últimos 12 meses, ou seja, cresceu mais do que o crédito como um todo, mas a taxa de crescimento em janeiro havia sido de 12,7%, então nas pessoas físicas houve uma ligeira desaceleração. Nas pessoas jurídicas continua o movimento de aceleração, passou de 10,1% em janeiro para 10,7% em fevereiro”, disse.

A taxa de crescimento do saldo total em fevereiro foi de 11,8% em 12 meses, similar ao 11,7% registrado em janeiro. Rocha também destacou que a dinâmica foi semelhante no recorte de crédito livre e direcionado. “O direcionado acelerou, passou de 12% para 12,5% na variação de 12 meses em janeiro e fevereiro e o crédito livre está com uma taxa mais ou menos estável, oscilado em 11,2%, 11,4% e 11,3%”, disse.

Rocha também explicou a dinâmica do comportamento do capital de giro de curto e longo prazo. No saldo de curto prazo, para operações com prazo menor do que 365 dias, houve uma elevação de 7,9% no mês, para R$ 75,2 bilhões. Enquanto nas operações com prazos maiores que esse, a queda foi de 1,1%, para R$ 399 bilhões.

Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatasticas do Banco Central — Foto: Ruy Baron/Valor

O chefe do departamento de estatísticas apontou que o principal fator para essa diferença está relacionado à busca de outras formas de acesso a crédito pelas empresas que não a de capital de giro longo prazo, como títulos no mercado doméstico. “Uma possibilidade de substituição das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional nessa modalidade por emissões de títulos privados ou securitização de títulos”, disse. Os dados do Banco Central mostram uma elevação de 27,5% em 12 meses no saldo dos títulos de dívida emitidos por empresas no mercado doméstico, chegando a R$ 2,1 trilhões.
09/04/2025 12:32:54

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