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EUA rejeitam acordo da OMS sobre resposta global a futuras pandemias | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 18/07/2025 às 19:19 · Atualizado há 4 dias
EUA rejeitam acordo da OMS sobre resposta global a futuras pandemias | Mundo
Foto: Reprodução / Arquivo

Os Estados Unidos rejeitaram um acordo adotado pelos membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) para melhorar a preparação para futuras pandemias, após a resposta global desarticulada à covid-19, informou o governo nesta sexta-feira (18).

O Departamento de Estado e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos disseram, em um comunicado, que transmitiram na sexta-feira a rejeição oficial dos EUA ao pacto juridicamente vinculativo, que foi adotado em Genebra em maio, após três anos de negociações.

O objetivo do pacto é garantir que medicamentos, terapias e vacinas sejam acessíveis globalmente quando a próxima pandemia ocorrer. Ele exige que os fabricantes participantes aloquem uma meta de 20% de suas vacinas, medicamentos e testes para a OMS durante uma pandemia, para garantir que os países mais pobres tenham acesso.

Os negociadores dos EUA deixaram as discussões sobre o acordo depois que o presidente Donald Trump iniciou um processo de 12 meses para retirar os EUA -- de longe o maior financiador da OMS -- da agência quando assumiu o cargo em janeiro. A saída significa que os EUA não estariam vinculados ao pacto.

"Desenvolvidas sem a devida contribuição do público, essas emendas ampliam o papel da OMS em emergências de saúde pública, criam autoridades adicionais para a OMS na formulação de declarações de pandemia e promovem a capacidade da OMS de facilitar o 'acesso equitativo' a produtos de saúde", diz o comunicado dos EUA.

"A terminologia das emendas de 2024 é vaga e ampla, arriscando respostas internacionais coordenadas pela OMS que se concentram em questões políticas como solidariedade, em vez de ações rápidas e eficazes", acrescenta o comunicado, emitido em conjunto pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr.

Kennedy, que tem um longo histórico de semear dúvidas sobre a segurança das vacinas, criticou a OMS em um discurso em vídeo para a assembleia, durante a votação, dizendo que ela não havia aprendido com as lições da pandemia com o novo acordo.

Kennedy e Rubio disseram nesta sexta-feira que a rejeição protege a soberania dos EUA. No entanto, o pacto deixa a política de saúde a cargo dos governos nacionais e não contém nada que se sobreponha à soberania nacional.

— Foto: Martial Trezzina/AP

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