O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (2) novas restrições de exportação para tecnologias ligadas à fabricação de semicondutores para a China, novo esforço de Washington para tentar minar a indústria chinesa de chips.
As novas restrições do Departamento de Comércio dos EUA incluem a venda de equipamentos para fabricação de chips, como aqueles produzidos por empresas americanas em fábricas estrangeiras. A autoridade também adicionou à lista de proibições mais 140 entidades chinesas acusadas de agir em nome de Pequim, embora os nomes não tenham sido divulgados na nota divulgada pelo Departamento.
Os EUA “restringirão a capacidade da China de produzir tecnologias essenciais para sua modernização militar ou repressão aos direitos humanos”, disse o Bureau de Indústria e Segurança em comunicado.
A Lista de entidades sancionadas agora conta com “fábricas de semicondutores, empresas de ferramentas e de investimentos que estão agindo sob as ordens de Pequim para avançar os objetivos da China em chips avançados”, segundo nota.
As restrições anunciadas hoje impõem controles sobre a venda para a China de duas dúzias de tipos de equipamentos de fabricação de chips e três ferramentas de software, com isenções para países que tenham capacidade de impor controles por conta própria.
A ideia é criar um caminho para que esses países — como Japão e Holanda — implementem restrições similares.
As regras abrangem fábricas estrangeiras de empresas dos EUA, utilizando uma disposição conhecida como regra de produto direto estrangeiro (FDPR, na sigla em inglês). Esse regulamento permite que Washington controle bens fabricados no exterior que utilizem qualquer tipo de tecnologia americana.
O uso do FDPR, mesmo com isenções, é um esforço para impedir que fabricantes dos EUA evitem as restrições comerciais ao fabricar em outros países.
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