O saldo das operações de crédito do sistema financeiro cresceu 0,6% em maio, para R$ 6,653 trilhões, conforme divulgado nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC). Em 12 meses, houve alta de 11,8%.
O saldo total do crédito livre subiu 0,5% em maio, chegando a R$ 3,839 trilhões, com crescimento de 11% em 12 meses. Já o crédito direcionado avançou 0,7%, para R$ 2,814 trilhões, uma alta de 12,9% em 12 meses.
O saldo total de crédito para as famílias aumentou 0,4% no mês, chegando a R$ 4,127 trilhões, e registrou elevação de 12,3% em 12 meses. Para as empresas, houve alta de 0,8% no mês e 10,9% em 12 meses, para R$ 2,562 trilhões.
O volume de novos empréstimos e financiamentos caiu 1,5% em maio, na série dessazonalizada, que retira peculiaridades de um determinado período, como número de dias úteis a mais ou a menos. A comparação é com o mês anterior.
O volume passou de R$ 665,5 bilhões em abril para R$ 655,8 bilhões em maio deste ano.
Para as pessoas físicas, houve queda de 3,9% na mesma base de comparação, passando de R$ 358,3 bilhões para R$ 344,4 bilhões, enquanto para as pessoas jurídicas foi registrada queda de 2,5%, de R$ 314,4 bilhões para R$ 306,6 bilhões.
No crédito livre total, as concessões com ajuste sazonal recuaram 0,7%, de R$ 590,5 bilhões em abril para R$ 586,1 bilhões em maio. No crédito direcionado, reduziram 12,9%, de R$ 78,5 bilhões para R$ 68,4 bilhões.
As concessões totais, sem a dessazonalização, caíram 0,4% no mês e somaram R$ 636,5 bilhões. Para clientes corporativos os novos empréstimos subiram 0,5% contra o mês anterior, totalizando R$ 296,2 bilhões.
Para as famílias, o sistema financeiro concedeu R$ 340,3 bilhões em novos empréstimos e financiamentos, queda de 1,2% em relação a abril.
As concessões com recursos livres, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e clientes, subiram 0,2% para R$ 573,7 bilhões. Já as operações com recursos direcionados, que são regulamentadas pelo governo ou vinculadas a recursos orçamentários, recuaram 5,6% para R$ 62,8 bilhões.
Inadimplência e juro médio
A inadimplência média das operações de crédito ficou estável em 3,5% em maio. A taxa para as empresas caiu para 2,4%, vindo de 2,5% em abril, e a taxa para as famílias foi de 4,1% para 4,2%.
No crédito com recursos livres, a inadimplência passou de 4,8% para 4,9%. Nos recursos direcionados, a taxa permaneceu nem 1,7% entre abril e maio.
A taxa de juros média anual cobrada pelo sistema financeiro nas operações de crédito subiu 0,1 ponto percentual, para 31,5% ao ano em maio Em 12 meses, houve avanço de 3,7 pontos percentuais.
A taxa cobrada das pessoas jurídicas, por sua vez, recuou 0,4 ponto, para 21,4% ao ano. Para as pessoas físicas, a taxa subiu 0,3 ponto, para 36,2% ao ano.
Nos recursos livres, a taxa média subiu de 44,8% para 45,4% entre abril e maio. No caso dos recursos direcionados, houve recuo de 12,2% para 12,1% entre os dois meses.
Já o spread, que mede a diferença entre as taxas que os bancos cobram nos empréstimos e o custo de captação desses recursos, subiu de 19,9 pontos em abril para 20,2 pontos percentuais em maio.
Nas operações de crédito com pessoas físicas, o spread ficou em 25,4 pontos percentuais, acima dos 25 pontos percentuais de abril. No crédito às empresas, ficou em 8,9 pontos em maio, contra 8,8 pontos no mês anterior.