"Luis Fernando Verissimo escreveu sobre tudo, com humor, inteligência e uma elegância discreta". Foi assim que o escritor e roteirista Hubert, integrante do grupo Casseta & Planeta, resumiu a trajetória de Verissimo, que morreu neste sábado (30) aos 88 anos, em Porto Alegre.
Hubert lembrou em sua conta no Instagram o tempo em que trabalhou com Verissimo nos textos da "TV Pirata" e do "Programa Legal", ambos da Globo. "Felizmente, Verissimo teve sua genialidade celebrada em vida: seus livros foram um sucesso e, arrisco dizer, vão continuar sendo para sempre", afirmou. "Até quadrinhos o cara fazia muito bem", acrescentou Hubert, que também é cartunista.
O também cartunista Angeli desejou "todo amor" para a viúva e os filhos de Verissimo e publicou no X uma charge em que o escritor toca saxofone - instrumento que o autor de "Comédia da Vida Privada" dominava - abraçado pela Rê Bordosa, icônica personagem criada por Angeli.
André Dahmer, autor, entre outros, da tirinha "Malvados", postou no Instagram uma frase de Verissimo: "Você veste o casaco quando a sua mãe está com frio".
Laerte, também cartunista e autor, entre outros, da série de quadrinhos "Piratas do Tietê" postou, na rede social X, uma frase curta: "Um beijo, Verissimo, amigo e mestre".
O Internacional de Porto Alegre, clube pelo qual Verissimo torcia, afirmou, também na rede social X, que o autor "marcou o imaginário do povo brasileiro" e ficou conhecido por contos, poemas e obras como “O Analista de Bagé”, a “Velhinha de Taubaté” e a “Família do Brasil”.
"O Sport Club Internacional deseja força para todos os familiares, amigos e leitores de um dos maiores nomes da literatura nacional", disse o clube, que encerrou o post com um trecho da crônica "Não me acordem": "E fiquei pensando que, quando for a nossa vez de novo, teremos certamente a torcida mais dedicada, fiel, convicta e feliz do Brasil. Porque será a torcida dos que resistiram."