O Arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa, afirmou nesta segunda-feira (21) que Francisco “desde o início se mostrou um papa muito próximo do povo” e “dos excluídos”, chamando a atenção publicamente para “as guerras e os conflitos na periferia do mundo” e a “questão ecológica”. O Papa, cujo nome era Jorge Mario Bergoglio, morreu nesta madrugada, aos 88 anos, por problemas pulmonares.
“Era o pai do mundo, que puxa a orelha dos filhos, dizendo que não era essa o caminho”, afirmou Dom Paulo em entrevista coletiva concedida em Brasília. Ele lembrou que o presidente russo Vladimir Putin, por exemplo, já manifestou pesar pela morte e que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, se encontrou, no domingo (20), com o Papa.
Lembrando que ele próprio e o Papa tinham uma relação de proximidade, o Arcebispo de Brasília afirmou que Francisco era alguém que sabia que “diferenças políticas são normais”, mas que também defendia que “o diálogo é o caminho para resolver as questões da humanidade”.
Dom Paulo Cezar Costa deve desembarcar no Vaticano para o sepultamento na quinta (24) ou na sexta-feira (25) desta semana, já que o próprio sepultamento “não deve ser antes de sábado (26) ou domingo (27)”.
O Arcebispo de Brasília disse ainda que não é candidato ao posto de Papa, já que “ninguém se candidata” para o cargo.
“É uma escolha que vai além das escolhas meramente humanas”, disse, afirmando que as reuniões para decidir o escolhidos servem para discutir “os problemas da Igreja”, por exemplo, e “delinear perfis” e avaliar “quem tem condições de conduzir a Igreja neste momento”.