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Embaixada dos EUA concorda em formar grupo de trabalho com governo brasileiro sobre repatriações | Brasil

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 29/01/2025 às 18:46 · Atualizado há 5 dias
Embaixada dos EUA concorda em formar grupo de trabalho com governo brasileiro sobre repatriações | Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

A embaixada dos Estados Unidos concordou em formar um grupo de trabalho para discutir a "segurança e o tratamento digno e respeitoso" aos deportados brasileiros em futuros voos, informou, nesta quarta-feira (29), o Ministério das Relações Exteriores, em postagens na rede social X.

A decisão foi tomada em reunião também nesta quarta-feira, disse o Itamaraty sem detalhar. De acordo com o ministério, "foi acordado, também, o imediato estabelecimento de uma linha direta de comunicação entre os membros do grupo para acompanhamento em tempo real dos futuros voos".

A criação de um grupo de trabalho foi uma das decisões tomadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião com ministros, na tarde de terça (28), no Palácio do Planalto. O encontro foi convocado após relatos de maus-tratos sofridos por brasileiros deportados em um voo do governo americano que precisou fazer um pouso não programado em Manaus.

Outra decisão tomada na reunião com Lula foi a criação de um posto de atendimento humanitário para os brasileiros deportados que chegarem dos Estados Unidos. A estrutura funcionará no aeroporto de Confins, região metropolitana de Belo Horizonte, e tem como objetivo reproduzir, em menor escala, a "Operação Acolhida", montada para receber levas de venezuelanos que chegam ao Brasil pela fronteira em Pacaraima (RR).

A estratégia do Brasil não é afrontar o governo americano nem contestar a política de deportação em massa promovida pelo presidente Donald Trump, que assumiu o cargo no último dia 20 de janeiro. O objetivo, segundo o chanceler Mauro Vieira, é assegurar que os brasileiros sejam trazidos de volta ao país em condições de segurança, com respeito aos direitos humanos e aos acordos bilaterais sobre o tema.

O método escolhido para dialogar com os americanos é a diplomacia, conduzida diretamente a partir de Brasília. A embaixada brasileira em Washington, que ainda tenta estabelecer os primeiros contatos com altas autoridades americanas, deverá ficar de fora, evitando, assim, desgastes neste início de gestão Trump.


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