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Em tom intimista, ‘Cazuza Além da Música’ relembra o espírito da geração boê...

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Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 12:47 · Atualizado há 2 dias
Em tom intimista,  ‘Cazuza Além da Música’ relembra o espírito da geração boê...
Foto: Reprodução / Arquivo
Em “Cazuza Além da Música”, a produção traz à tona um antigo diário que irá passar de mão em mão entre os amigos do artista. “Ele escrevia tudinho aqui, era?”, pergunta Ney Matogrosso, folheando as páginas com um sorriso. Lobão beija o caderno, exaltando a descoberta. Bebel Gilberto procura seu nome na lista de convidados de uma festa do cantor. Todos demonstram um vínculo muito pessoal com o manuscrito, que parece guardar não apenas anotações diversas, de desabafos a letras de músicas, mas também a presença do próprio Cazuza. A relíquia ativa memórias, suscita pequenas confidências. Um intimismo que será dominante na série. Dividido em quatro episódios de meia hora de duração cada um, o documentário não é uma biografia no sentido mais tradicional do termo, que disseca a trajetória do artista passo a passo. Embora contenha trechos musicais, também não se compromete em traçar um panorama muito preciso de sua obra. O foco, aqui, é o Cazuza humano, tal como lembrado por parentes e amigos próximos. E isso a série faz muito bem, resgatando, por tabela, todo o zeitgeist daquela geração boêmia que viveu no Rio de Janeiro nos anos 80. Nascido Agenor Araújo de Miranda Neto, em 1958, Cazuza cresceu num ambiente culturalmente rico. O pai, João Araújo, comandava a gravadora Som Livre. A mãe, Lucinha Araújo, lançou dois discos e mais alguns compactos como cantora. Assim, ele já se encontrava bem enturmado no meio artístico antes mesmo de entrar para o Barão Vermelho, grupo que o levou ao estrelato com hits como “Bete Balanço” e “O Tempo Não Para”. O sucesso acelerou uma rotina já desenfreada: Cazuza gostava de viver intensamente, caía na farra todas as noites e colecionava parceiros de ambos os sexos. É inevitável que boa parte da narrativa concentre-se no tema da aids, dado o papel central da doença na trajetória do artista, o primeiro ídolo popular brasileiro a assumir publicamente a condição de soropositivo. Numa época em que tudo relacionado ao vírus HIV era cercado de preconceito e desinformação, o posicionamento de Cazuza teve um impacto imensurável, gerando amplo debate público. Nem sempre de forma construtiva. Em abril de 1989, a revista Veja publicou uma matéria de capa intitulada “Cazuza: uma vítima da aids agoniza em praça pública”. Sob a legenda, o artista aparecia com os braços cruzados sobre o peito, muito magro e debilitado. Soava como um certificado de óbito antecipado: ainda que a doença estivesse em estágio avançado, Cazuza estava ativo, gravando inclusive seu último álbum de estúdio, “Burguesia”. Amigos e a mãe, Lucinha, relembram o quanto aquela reportagem teve um impacto sobre o artista. Ao ler a matéria, Cazuza chegou a passar mal e precisou ser internado. Entre preciosas imagens de arquivo, os depoimentos comovem com frequência, traçando um retrato muito nítido de quem foi realmente o artista. O grande elenco de entrevistados inclui Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Frejat, Leoni, Sandra Sá, Paula Lavigne, o ex-namorado Serginho Maciel, a atriz e também ex-namorada Denise Dumont e o jornalista Zeca Camargo, além dos citados. Cazuza Além da Música - Brasil - 2025. Dir.: Patrícia Guimarães. Onde: Globoplay. Cotação: **** No acumulado dos nove primeiros meses do ano passado, o lucro operacional das operadoras de saúde somou R$ 8,6 bilhões Dirigente pondera que essa situação não parece estar ocorrendo até agora Pílula foi aprovada pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA na sigla em inglês) dos EUA no mês passado A estreia de “A Empregada”, “Zootopia 2”, “Bob Esponja - Em Busca da Calça Quadrada” e “Anaconda” completam as cinco maiores bilheterias Sem sinais de que a intervenção possa se espalhar pela América Latina ou envolver outros atores globais, os mercados não sofrem com uma aversão a risco significativa nesta segunda-feira Sensação de que o metal amarelo segue como o maior “hedge” do mercado ganha força agora, com o salto da commodity no exterior A empresa também deve implementar um canal de denúncias e dar destinação ambiental correta aos fios considerados inservíveis Sessão, porém, é de maior apelo para ativos seguros, com o dólar e os contratos futuros do ouro apresentando firme alta, Valor empresarial da companhia está prestes a cair abaixo do que ela tem em BTC Serão ofertadas 70 vagas com salário inicial de até R$ 30 mil

Fonte: Agências

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