"Da minha parte, continuo com confiança na minha hospitalização (...) seguindo com os tratamentos necessários; e o descanso também é parte da terapia!", afirmou o jesuíta argentino no texto escrito nos "últimos dias", segundo uma fonte do Vaticano.
Neste sábado, os exames de sangue revelaram uma plaquetopenia — diminuição do número de plaquetas no sangue — associada a uma anemia. Por isso a administração de transfusão de sangue.
O argentino está internado desde 14 de fevereiro no hospital Gemelli, em Roma, após uma sequência de problemas respiratórios, evidenciados inclusive em eventos públicos. Os médicos o diagnosticaram com uma infecção polibacteriana na última segunda-feira e com uma pneumonia nos dois pulmões na quarta, o que exigiu um tratamento mais intensivo devido à sua “condição clínica complexa”.
O Papa terá de permanecer no hospital "pelo menos durante toda a semana que vem", destacou um dos médicos que o tratam em coletiva nesta sexta-feira.
"O Papa está fora de perigo? Não. É uma infecção importante, com tantos micróbios, em um senhor de 88 anos", disse Sergio Alfieri durante a entrevista coletiva no Gemelli. "Mas se a pergunta é 'ele está em perigo de vida', a resposta é 'não'."
Os médicos acrescentaram que também não há evidências de sepse que, segundo eles, continua sendo a maior preocupação. A sepse é uma complicação de uma infecção que pode levar à falência de órgãos e à morte.