A China criou um plano para fortalecer a segurança energética nacional a partir da promulgação de uma lei que entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2025. A nova legislação visa aumentar a capacidade de geração de energias renováveis no país e a resiliência das cadeias de suprimentos energéticos, à medida que a tensão com os Estados Unidos se amplia.
A lei, que começou a ser redigida em 2006, mas só veio a ser deliberada no início deste mês, foi elaborada para tornar a China mais autossuficiente por meio da diversificação de matrizes energéticas, além de criar uma estratégia de estoque e distribuição de energia em emergências.
De sua concepção até a promulgação, a lei foi reescrita diversas vezes, em resposta ao crescimento global da energia renovável e às mudanças geopolíticas, como a rivalidade da China com os EUA.
O próprio setor de energia do país se transformou ao longo dos anos: em 2005, cerca de 40% de seu petróleo bruto eram importados, número que subiu para mais de 70% à medida que a economia chinesa cresceu. Por outro lado, o país, que não dependia de gás natural estrangeiro há duas décadas, agora também importa cerca de 40% de seu fornecimento.
Wang Donjin, presidente da gigante estatal de petróleo da China, a CNOOC, apresentou os planos de sua empresa para expandir a produção de petróleo bruto e gás natural sob a nova lei, em reunião no dia 18 de novembro.
"Teremos um papel importante no novo marco nacional e contribuiremos para a estratégia energética nacional", disse o presidente da estatal.
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