Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o novo presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, tomou posse neste domingo (3) durante o 17º Encontro Nacional do PT, em Brasília. Em seu discurso, Edinho Silva afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, é o maior líder do fascismo do século XXI e defendeu que o PT terá a responsabilidade de reconstruir a sigla quando Lula não estiver mais nas urnas.
“Temos a responsabilidade de construir o Partido dos Trabalhadores quando o presidente Lula não estiver mais nas urnas disputando o nosso projeto”, disse, afirmando que o atual presidente da República terá “direito ao descanso” e “direito a desfrutar da sua vida pessoal”. “O seu substituto não será um nome, será o Partido dos Trabalhadores, porque se o PT estiver forte, organizado e dialogando com a sociedade, o nome será construído, uma liderança será construída”, afirmou.
Ele disse ainda que o projeto do partido agora é reeleger Lula em 2026 e essa reeleição também significa “dar mais um passo para derrotar as forças do fascismo” no país. Silva ainda fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio ao tarifaço e às sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes: “Estamos enfrentando o maior líder do fascismo em 2021, que é Donald Trump”, declarou. “Se alguém tiver dúvidas, é só ver o que ele tem feito com os imigrantes”.
Ele também reforçou bandeiras do partido como a defesa da Palestina, o compromisso com a Transição Energética e com a urgência climática em contraponto à política de Donald Trump. Defendeu ainda a universalização da educação integral e a criação de um fundo com as riquezas da margem equatorial.
Edinho representa a tendência hegemônica Construindo um Novo Brasil (CNB), foi quatro vezes prefeito de Araraquara (SP) e ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) de Dilma Rousseff. Ele assume o PT após o mandato de oito anos de Gleisi Hoffmann, hoje ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), e de cinco meses do senador Humberto Costa (PE), que assumiu como presidente interino na transição.
A ministra Gleisi Hoffmann agradeceu a militância petista por estar com o partido em momentos difíceis, como durante a lava-jato. “Foi nos momentos mais difíceis, quando a gente só tinha a gente para segurar esse rojão. Obrigada dirigentes e militância, por não abaixarmos a cabeça."
Ela destacou em seu discurso o desafio de aprovar a Medida Provisória 1.303, de alternativa ao aumento do IOF, que propõe a taxação de bets e bancos. Em seu discurso, afirmou ainda que a luta “não é só nacional, também é internacional”. A ex-dirigente do partido disse ainda que é preciso “denunciar o que está acontecendo na Palestina” e do “genocídio que acontece na faixa de Gaza”.
A defesa da soberania nacional e a recuperação simbólica da bandeira do Brasil, a taxação ‘BBB’ – das bets, bancos e bilionários – e o apoio à Palestina foram o mote do encontro do partido, que começou em Brasília na sexta-feira (1) e termina neste domingo (3), com a posse do novo presidente da legenda.