O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira (29) em alta de 0,48%, cotado a R$ 5,5706. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,25%, aos 160.490 pontos.
A semana começa mais lenta por conta do calendário de fim de ano, período em que os mercados operam com menor volume de negócios.
▶️ Na política externa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (28) que está muito perto de fechar um plano de paz para a Ucrânia, mas admitiu que as negociações seguem travadas em pontos sensíveis.
Entre os pontos em discussão, o americano ofereceu garantias de segurança à Ucrânia por um período de 15 anos, mas o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu um prazo mais longo, de até 50 anos.
A Rússia disse concordar com a afirmação de Trump de que o fim “está mais próximo do que nunca”, mas o governo de Vladimir Putin exige a retirada de tropas ucranianas do Donbass, região atualmente controlada em sua maior parte pelo Exército russo.
▶️ Ainda nesta semana, o mercado acompanha a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve. O banco central dos EUA reduziu a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — o menor nível desde setembro de 2022.
Agentes do mercado buscam pistas sobre quando poderão contar com novas reduções de juros nos EUA para orientar suas decisões de investimento.
▶️ No Brasil, foi divulgada mais uma edição do boletim Focus, do Banco Central. A projeção de inflação para 2025 foi reduzida pela sétima semana consecutiva, para 4,32%. Para 2026, também houve leve recuo, para 4,05%.
▶️ Nesta semana, o mercado monitora a divulgação de dados de emprego no Brasil. O IBGE divulga a taxa de desemprego de novembro nesta terça-feira (30). No mesmo dia, o Ministério do Trabalho publica o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mede o emprego formal.
As bolsas internacionais iniciaram a última semana do ano sem direção única nesta segunda-feira, com queda em Wall Street puxada para baixo por ações de tecnologia, enquanto os mercados da Europa e da Ásia fecharam com desempenho misto.
Nos EUA, os principais índices de Wall Street fecharam em baixa, refletindo a perda de fôlego das ações de tecnologia após os ganhos recentes que levaram o S&P 500 e o Dow Jones a máximas históricas.
O movimento frustrou parte dos investidores que esperavam o chamado “rali de Papai Noel”, período em que o S&P costuma avançar nos últimos pregões do ano e nos primeiros de janeiro.
Ao final do pregão, o índice Dow Jones caiu 0,51%, aos 48.462 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,35%, aos 6.906 pontos. O Nasdaq, por sua vez, teve queda de 0,50%, aos 23.474 pontos.
Na Europa, as bolsas alcançaram níveis recordes, apesar de oscilações leves após o feriado de Natal. O índice pan-europeu STOXX 600 subia 0,02% no meio da manhã, depois de tocar uma máxima histórica mais cedo.
O avanço foi liderado por ações de recursos básicos, que subiram 0,7%, acompanhando a alta dos preços dos metais preciosos. Os setores de tecnologia e saúde também sustentaram o mercado.
Por outro lado, o setor de defesa e aeroespacial caiu 1,3%, após Trump afirmar que está próximo de um acordo com a Ucrânia para encerrar a guerra.
Na Ásia, o índice de referência de Xangai fechou em leve alta de 0,04% e registrou o nono pregão consecutivo de ganhos, a sequência positiva mais longa em mais de um ano.
O avanço foi impulsionado por um yuan mais forte e por novos compromissos do governo chinês de estimular o consumo doméstico.
Entre os setores, defesa avançou 1,1%, próximo de uma máxima de três anos, após a China iniciar manobras militares ao redor de Taiwan. Já o índice CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,38%. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,71%.
Outros mercados asiáticos fecharam em direções distintas: o Nikkei, de Tóquio, caiu 0,44%; o Kospi, de Seul, subiu 2,2%; Taiwan avançou 0,89%; Sydney recuou 0,42%; e Singapura terminou estável.
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Fonte: Agências