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Dólar sobe e fecha a R$ 5,54 com cenário eleitoral no Brasil e cautela no exterior; Iboves

O dólar fechou em alta de 0,16% nesta sexta-feira (26), cotado a R$ 5,5438. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,27%, aos 160.897 pont...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 14:10 · Atualizado há 3 dias
Dólar sobe e fecha a R$ 5,54 com cenário eleitoral no Brasil e cautela no exterior; Iboves
Foto: Reprodução / Arquivo
O dólar fechou em alta de 0,16% nesta sexta-feira (26), cotado a R$ 5,5438. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,27%, aos 160.897 pontos.

A reabertura dos mercados após o feriado de Natal trouxe uma agenda mais enxuta no Brasil e no exterior. Mesmo assim, dados econômicos, eventos políticos e questões geopolíticas influenciaram o humor dos investidores.

▶️ No Brasil, o Banco Central informou que as concessões de crédito recuaram 6,6% em novembro em relação a outubro. Além disso, a instituição informou que o país registrou fluxo cambial negativo de US$ 3,363 bilhões em dezembro, até o dia 19.

▶️ No cenário político, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou, em carta, que seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será seu indicado para disputar a Presidência em 2026.

▶️ Ainda por aqui, causou estranhamento a decisão do ministro do STF Dias Toffoli de marcar, em pleno recesso, uma acareação envolvendo o dono do Banco Master, um ex-presidente do BRB e um diretor do Banco Central. A audiência deve tratar da atuação do BC na liquidação da instituição financeira.

▶️ No exterior, o cenário foi marcado pela cautela, com o dólar registrando leve avanço frente a uma cesta de moedas consideradas fortes.

▶️ A China revisou para baixo o PIB de 2024, estimado agora em 134,8 trilhões de iuanes (US$ 19,23 trilhões), abaixo do número preliminar. Pequim também anunciou sanções contra dez pessoas e 20 empresas do setor de defesa dos Estados Unidos — entre elas a unidade da Boeing em St. Louis — em resposta à venda de armas americanas para Taiwan.

▶️ No tabuleiro geopolítico, a Rússia acusou os EUA de “pirataria” no Caribe após bloqueio à Venezuela, elevando tensões. Em meio à crise política no país vizinho, pelo menos 60 pessoas presas após as eleições de 2024 foram libertadas neste Natal.

Em carta lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na quinta-feira (25), o ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou a indicação do filho como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.

No texto, atribuído a Bolsonaro, o ex-presidente afirma que a decisão foi tomada “diante de um cenário de injustiça” e com o objetivo de não permitir que, segundo ele, a vontade popular seja silenciada.

Flávio afirmou que o documento foi escrito pelo pai na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, no dia 23 de dezembro, e assinado nesta quinta-feira.

A impossibilidade de Bolsonaro concorrer novamente abriu, nos últimos meses, uma disputa entre aliados pelo espólio político do ex-presidente.

A divulgação da carta ocorre após sucessivas sinalizações de que Flávio seria o escolhido para suceder o pai. A decisão contraria a expectativa de parte do mercado e de setores da direita, que viam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), como um nome com maior capacidade de unificar o campo conservador.

Isso porque o governador de São Paulo é visto como uma alternativa mais competitiva diante de uma possível nova candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que avalia disputar um quarto mandato.

As concessões de empréstimos no Brasil caíram 6,6% em novembro na comparação com outubro, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira.

Apesar da retração nas novas operações, o estoque total de crédito — que representa o volume total de financiamentos ainda em aberto no sistema financeiro — cresceu 0,9% no mês, alcançando R$ 6,972 trilhões.

A queda foi puxada principalmente pelos financiamentos com recursos livres, modalidade em que bancos e clientes negociam livremente taxas de juros e prazos. Nesse segmento, as concessões recuaram 5,6% em relação ao mês anterior.

Já nas operações com recursos direcionados — linhas de crédito que seguem regras definidas pelo governo, como financiamentos habitacionais e rurais — a retração foi mais intensa, de 14,3% no período.

A inadimplência nos empréstimos com recursos livres, indicador que mede o percentual de clientes com pagamentos em atraso há mais de 90 dias, ficou em 5,0% em novembro, levemente abaixo dos 5,1% registrados em outubro.

Os juros médios cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre subiram para 46,7% ao ano, um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior. Nos recursos direcionados, a taxa média teve movimento oposto, com queda de 0,5 ponto percentual, para 11,1% ao ano.

O spread bancário — diferença entre o custo que os bancos têm para captar recursos e a taxa final cobrada dos clientes — aumentou no crédito livre, passando de 32,4 para 33,2 pontos percentuais de um mês para o outro.

O Ministério das Relações Exteriores da China anunciou nesta sexta-feira a imposição de sanções contra 10 pessoas e 20 empresas do setor de defesa dos Estados Unidos, entre elas uma unidade da Boeing localizada em St. Louis.

A decisão foi tomada em resposta à venda de armas norte-americanas para Taiwan, território que a China considera parte de seu país.

Segundo o governo chinês, as sanções determinam o congelamento de todos os ativos que esses indivíduos e empresas possuam na China. Além disso, fica proibido que cidadãos e empresas chinesas mantenham qualquer tipo de relação comercial com os alvos das medidas.

As pessoas incluídas na lista também estão impedidas de entrar no território chinês, informou o ministério.

Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, em dia de pouca movimentação após o Natal. O S&P 500 recuou 0,03%, aos 6.929,94 pontos, o Dow Jones caiu 0,04%, aos 48.710,97 pontos, e o Nasdaq registrou perda de 0,09%, aos 23.593,10 pontos.

Já os mercados europeus permanecem fechados nesta sexta-feira devido ao feriado de Natal — o que reduz a liquidez global e deixa os investidores sem novos sinais vindos da região.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com destaque para a China — onde o índice de Xangai registrou sua oitava sessão consecutiva de ganhos, a mais longa sequência desde abril.

O movimento foi impulsionado pelo fortalecimento do iuan e pela expectativa de recuperação gradual da economia, levando os índices chineses à melhor semana em dois meses.

No fechamento, o índice de Xangai subiu 0,10%, a 3.963 pontos, e o CSI300 avançou 0,32%, a 4.657 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei ganhou 0,68%, a 50.750 pontos; em Seul, o Kospi subiu 0,51%, a 4.129 pontos; em Taiwan, o Taiex avançou 0,65%, a 28.556 pontos; enquanto em Cingapura, o Straits Times ficou estável, a 4.636 pontos.

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