A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, disse, nesta segunda-feira (5), que o presidente americano, Donald Trump, precisa ser levado a sério quando diz que quer anexar a Groenlândia e reiterou que a ilha não quer fazer parte dos Estados Unidos.
As potências europeias também apoiaram a Groenlândia depois que a operação militar dos EUA na qual o líder da Venezuela foi capturado reacendeu as preocupações na Dinamarca de que a ilha, um território dinamarquês autônomo, poderia enfrentar um cenário semelhante.
Trump, que disse que os EUA estavam assumindo o controle temporário da Venezuela, produtora de petróleo, afirmou reiteradas vezes que quer assumir o controle da Groenlândia e disse à revista The Atlantic, no domingo (4): "Nós precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa".
Falando aos repórteres a bordo do Air Force One, Trump disse que voltaria a abordar o assunto em algumas semanas.
Infelizmente, acho que o presidente norte-americano deve ser levado a sério quando diz que quer a Groenlândia
— disse Frederiksen à emissora pública DR, nesta segunda-feira. "Deixei bem clara a posição do Reino da Dinamarca, e a Groenlândia tem dito repetidamente que não quer fazer parte dos EUA", acrescentou.
A Groenlândia, a maior ilha do mundo, com uma população de 57.000 pessoas, não é um membro independente da Otan, mas está coberta pela adesão da Dinamarca à aliança militar ocidental, da qual os EUA também fazem parte.
Trump nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial à Groenlândia no mês passado. Landry expressou publicamente seu apoio à incorporação da Groenlândia aos Estados Unidos.
A localização estratégica da Groenlândia entre a Europa e a América do Norte a torna um local essencial para o sistema de defesa contra mísseis balísticos dos EUA. Os importantes recursos minerais da ilha também se alinham com a ambição de Washington de reduzir a dependência das exportações chinesas.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, respondeu aos comentários de Trump em uma publicação no Facebook, dizendo: "Já basta... Chega de fantasias sobre anexação".
Aliados da Dinamarca na Europa afirmaram que o futuro da ilha ártica deve ser determinado por seu povo. "A Groenlândia e o Reino da Dinamarca devem determinar o futuro da Groenlândia e ninguém mais", disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, aos repórteres.
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, disse que a Groenlândia pertence à Dinamarca e sugeriu que a Otan poderia discutir o fortalecimento de sua proteção, se necessário.
A França disse que a Groenlândia pertence ao povo da Groenlândia, e um porta-voz da Comissão Europeia disse que a União Europeia continuaria a defender o princípio da soberania nacional.
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