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Destituição de Nicolás Maduro deixa regime cubano sem apoiador

Horas depois de os militares dos Estados Unidos terem retirado Nicolás Maduro de Caracas, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel disse que seu povo deveria es...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 14:36 · Atualizado há 1 semana
Destituição de Nicolás Maduro deixa regime cubano sem apoiador
Foto: Reprodução / Arquivo
Horas depois de os militares dos Estados Unidos terem retirado Nicolás Maduro de Caracas, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel disse que seu povo deveria estar preparado para “dar seu sangue, até suas vidas” para defender a Venezuela e a revolução cubana. Mas nem isso pode ser suficiente.

Com Maduro agora aguardando julgamento em Nova York, Cuba é deixada sem seu principal aliado global, enquanto sua economia tomba mais fundo no abismo.

Durante décadas, a Venezuela forneceu à ilha governada pelo regime comunista a maior parte do seu combustível e financiamento em troca de médicos, professores e agentes de segurança cubanos. Sem esses programas, os problemas energéticos já devastadores da ilha irão piorar e a escassez de alimentos, medicamentos e bens básicos se tornará ainda mais acentuada.

“Eles ficaram sem um padrinho, um benfeitor que vinha pagando suas contas, e estão totalmente falidos”, disse Emilio Morales, presidente do Havana Consulting Group, com sede em Miami. “Como eles vão sobreviver?”

Durante uma reunião do parlamento de Cuba no mês passado, as autoridades pintaram um quadro econômico sombrio, e atribuíram a culpa pela crise atual às sanções de longa data dos Estados Unidos. Mas a queda nos embarques de petróleo bruto venezuelano também é um fator.

Cuba precisa de aproximadamente 100.000 barris de petróleo por dia para funcionar, mas produz apenas dois quintos disso, de acordo com Jorge Piñon, pesquisador do Instituto de Energia da Universidade do Texas, que monitora os embarques de combustível para a ilha. Há uma década, a Venezuela fornecia o suficiente para atender plenamente à demanda cubana. Mas, pela última contagem de Piñon, Caracas enviava apenas 35.000 barris por dia antes de o governo de Donald Trump começar a apreender petroleiros no mês passado.

A falta de combustível está levando a apagões massivos e devastadores para a economia de Cuba. A produção agrícola e o turismo para a ilha também estão em seus níveis mais baixos em décadas. Mais de 2 milhões de pessoas — cerca de um quinto dos habitantes da ilha — não têm acesso seguro à água potável.

Como resultado da crise, a população de Cuba encolheu drasticamente 15% na última década. O governo espera perder mais 20% de sua população até 2050. Os sinais de tensão estão por toda parte, desde o lixo não coletado até prateleiras vazias e taxas crescentes de doenças transmitidas por mosquitos em uma nação que costumava apresentar seu setor de saúde como um modelo global.

No sábado, Trump sugeriu que o regime em Havana era tão fraco que uma força militar não seria necessária para promover mudanças. “Cuba vai cair por vontade própria”, afirmou o presidente dos EUA ao New York Post.

Ele também disse ao veículo de comunicação que “muitos cubanos perderam a vida” durante a operação na Venezuela. Em um comunicado divulgado na noite de domingo, Díaz-Canel confirmou que 32 soldados cubanos e agentes do Ministério do Interior foram mortos.

Liderado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, — nascido na Flórida e filho de pais cubanos — Washington, no entanto, vem intensificando a pressão sobre Havana. Falando ao lado de Trump no sábado, Rubio disse que os líderes de Cuba deveriam estar “preocupados” com a remoção de Maduro.

“O governo cubano é um grande problema”, disse Rubio no domingo, ao programa Meet the Press, da NBC. Embora tenha se recusado a indicar se os EUA teriam Havana como próximo alvo, ele acrescentou: “Não acho que seja nenhum mistério que não somos grandes fãs do regime cubano que, aliás, era quem estava sustentando Maduro”.

Um ponto-chave da estratégia de Washington será impedir que outras nações preencham a lacuna de financiamento da Venezuela. Embora o México, a Rússia e o Irã tenham, por vezes, fornecido combustível a Cuba, isso não foi suficiente para manter a economia funcionando.

Díaz-Canel “não tem aliados no hemisfério que arrisquem relações já frágeis com Washington por causa de Cuba”, disse Ricardo Herrero, diretor executivo do Cuba Study Group, citando México, Brasil e Colômbia. “E é difícil imaginar que a Rússia, a China ou qualquer outro país venha em resgate.”

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