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'Decisão firme' dos EUA é fundamental para pressionar Putin, diz Zelensky | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 14/06/2025 às 10:37 · Atualizado há 4 dias
'Decisão firme' dos EUA é fundamental para pressionar Putin, diz Zelensky | Mundo
Foto: Reprodução / Arquivo

A Ucrânia precisa de clareza por parte dos Estados Unidos sobre as medidas para pressionar a Rússia rumo a um cessar-fogo, afirmou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, às vésperas da reunião do G7 no Canadá, onde espera se encontrar com o presidente americano Donald Trump.

O líder ucraniano falou antes de mais uma troca de prisioneiros com a Rússia, principal resultado concreto das recentes negociações bilaterais realizadas na Turquia.

“Quero muito que Trump tome medidas firmes”, disse Zelensky a repórteres em Kiev na noite de sexta-feira. “É importante para nós que Trump detenha Putin com sanções e outras ações. Isso enviará um sinal para toda a Europa, todos se unirão e teremos essa chance.”

Na ausência de sanções ou outras medidas por parte dos EUA, “será muito difícil para nós”, disse Zelensky. A “determinação americana” é a chave para encerrar a guerra da Rússia na Ucrânia, que já dura mais de quatro anos, acrescentou.

Zelensky afirmou que os aliados europeus ainda não decidiram se podem apoiar totalmente a Ucrânia sem o respaldo dos Estados Unidos.

Ele afirmou que a sensação de que Washington está hesitando em seu compromisso de pressionar por um plano de paz, por sua vez, tem desacelerado o trabalho da Coalizão dos Aliados Dispostos da Europa (grupo de apoio à Ucrânia).

“Quando a Europa demora para decidir, conversa muito entre si e surgem dúvidas”, disse o líder ucraniano.

Equipes dos EUA e da Ucrânia estão trabalhando para agendar uma reunião com Trump na cúpula do G7, nas Montanhas Rochosas Canadianas, disse Zelensky. Ele espera discutir compras de armas, negociações de paz, sanções e cooperação econômica entre Ucrânia e EUA.

A reunião anual de líderes mundiais começa no domingo e vai até terça-feira.

Kiev também está em contato direto com fabricantes de armas dos EUA para tratar de compras, afirmou Zelensky.

Segundo ele, a Ucrânia quer garantir o compromisso de manter um contingente de segurança estrangeiro no território após qualquer cessar-fogo com Moscou, afirmando que isso fortalecerá a posição de Kiev nas negociações.

Olhando para possíveis negociações com a Rússia, Zelensky disse que a Ucrânia não tem recursos para restaurar suas fronteiras de 1991 — e esse é seu ponto de compromisso.

Ele reiterou que, caso haja um cessar-fogo temporário, todas as disputas poderão ser resolvidas por meio de negociações. Mas, sem a presença de segurança estrangeira na Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin continuará com exigências extremas, afirmou ele.

Zelensky espera que a atual rodada de troca de prisioneiros com a Rússia seja concluída por volta dos dias 20 ou 21 de junho.

Uma quarta rodada de trocas aconteceu hoje, disseram autoridades ucranianas e russas. O comitê de coordenação da troca de prisioneiros confirmou o retorno de 1.200 corpos de soldados mortos na guerra. O Ministério da Defesa da Rússia informou que seus prisioneiros de guerra foram liberados em território bielorrusso antes de retornarem à Rússia para reabilitação.

As forças terrestres ucranianas seguem sob pressão crescente, afirmou Zelensky, destacando que a região de Sumy, no norte, e o avanço do Kremlin rumo à região central de Dnipro são atualmente as principais prioridades da Rússia.

Segundo ele, a Rússia posicionou cerca de 53 mil soldados próximo à região de Sumy, realizando incursões de até sete quilômetros (quatro milhas) no território ucraniano.

Sobre as possíveis ameaças com o início dos exercícios militares conjuntos da Rússia e Bielorrússia em setembro, Zelensky citou informações da inteligência ucraniana indicando que, inicialmente, Bielorrússia e Rússia tentarão evitar a proximidade das fronteiras.

Zelensky espera abordar com Trump a questão do teto de preços para o petróleo russo e sanções mais amplas ao setor energético da Rússia, especialmente após a recente troca de ataques aéreos entre Israel e Irã, que disparou os preços do petróleo.

A Ucrânia teme que o aumento da ajuda dos EUA a Israel possa afetar o suporte necessário a Kiev para a defesa aérea, disse Zelensky. Por outro lado, a provável redução no fornecimento de armas do Irã para a Rússia, como consequência dos ataques de Israel, representa um ponto positivo para a Ucrânia.

— Foto: Andrew Kravchenko/Bloomberg

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