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De ímãs de geladeira à venda de 10 milhões de peças ao mês

Especializado em artigos de decoração e embalagens para festas, o Grupo Mirandinha vende cerca de 10 milhões de peças por mês e projeta faturar R$ 100 milhõe...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 07:40 · Atualizado há 23 horas
De ímãs de geladeira à venda de 10 milhões de peças ao mês
Foto: Reprodução / Arquivo

Inovar é fazer o simples bem feito

— Especializado em artigos de decoração e embalagens para festas, o Grupo Mirandinha vende cerca de 10 milhões de peças por mês e projeta faturar R$ 100 milhões em até dois anos. Segundo Thiago Miranda, CEO da empresa, os resultados se devem a uma combinação de inovação, resiliência e profissionalização. , diz. “Tem que pensar fora da caixa e sempre focar na solução. É um risco, mas quem chega primeiro toma água limpa.”

Os primeiros eram em formato de minibíblias, feitos de forma artesanal. Em madeira e depois em gesso

— O negócio teve um início curioso. Em 2003, Cláudio de Castro, pai de Thiago, estava com dificuldades financeiras e sonhou com a ideia que sustentou a família por anos: uma empresa de ímãs de geladeira. , conta Thiago.

Meu irmão e eu começamos a profissionalizar o negócio. Fomos pesquisando, conversando com parceiros, aprendendo, errando, acertando

— O empreendimento ganhou reforço em 2012, com a entrada de Thiago e de seu irmão Bruno Miranda. Foi deles a ideia de transformar o negócio com foco em itens para festas - um dos primeiros produtos, um tubo de acrílico onde podem ser colocados de doces a glitter, faz sucesso até hoje. , diz o CEO, que é responsável pela parte administrativa, financeira e comercial. Bruno lidera as áreas de marketing, inovação e desenvolvimento de produtos.

Thiago falou sobre a trajetória do Grupo Mirandinha no podcast “Como eu Cresci”, uma parceria da CBN com o Valor e com Pequenas Empresas & Grandes Negócios. O episódio está disponível no site da CBN e em todos os tocadores de podcast. As conversas são conduzidas por Leandro Gouveia, repórter e apresentador da CBN, e Mariana Iwakura, editora-chefe de PEGN. O podcast faz parte da iniciativa “Média é Mais”, que publica conteúdo sobre empresas de médio porte.

O Grupo Mirandinha se expandiu com o passar dos anos: de uma casa para um galpão de 200 m2, depois para um de 500 m2 até o atual de 6 mil m2, onde ficam as linhas de produção, em Guarulhos (SP). O time de colaboradores - cerca de 200 -, os canais de distribuição e o catálogo de produtos também cresceram. O negócio é multicanal, forte no B2B (venda para outras empresas) e no e-commerce, com site próprio e presença em marketplaces. Além disso, exporta para os Estados Unidos.

Conseguimos nosso primeiro caminhão, fundamental para diminuir custos com frete, trocando mercadoria com um cliente

— Thiago diz que a criatividade para encontrar soluções tem sido determinante para o crescimento. , exemplifica. Na pandemia, quando o setor de festas parou, a empresa passou a produzir frascos para indústrias de álcool em gel. “Queriam comprar 1 milhão de unidades por semana e a gente conseguia produzir metade. Chamamos um concorrente para dividir o negócio. E combinamos de receber em álcool, não em dinheiro, porque vender o produto no mercado aquecido era bem mais vantajoso para nós.”

Hoje o Grupo Mirandinha tem mais de 2 mil produtos no portfólio. A variedade é fruto de pesquisa e do acompanhamento das tendências: há itens para aniversários, mas também específicos para pets e chás revelação, por exemplo.

Antes de fazer isso, tínhamos problemas de ruptura [falta de produto para entregar] que nem imaginávamos existir. Quem não mede não cresce.

— Segundo Thiago, um ponto crucial na trajetória da empresa foi o investimento em moldes próprios das peças - que valem até R$ 1 milhão - e na aquisição de maquinário. Ele ainda destaca a contratação de profissionais de planejamento e controle de produção e a aposta em inteligência artificial (IA) para acompanhar indicadores na fábrica:

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