Em corretoras de imóveis, construtoras e incorporadoras de Cuiabá, não se fala em outra coisa: a expectativa de que a supersafra de grãos do país prevista para este ano impulsione ainda mais o mercado imobiliário na capital mato-grossense.
Com pouco mais de 680 mil habitantes, a cidade tem economia sensível ao que acontece no norte do estado, em especial, nos municípios de Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Primavera do Leste, polos do agronegócio nacional. Para 2025, o governo federal espera uma colheita recorde de 328 milhões de toneladas de grãos, com cerca de 30% da produção originada no Mato Grosso.
A performance exuberante no campo tem alimentado o setor de imóveis nos últimos anos. Em 2024, a quantidade de unidades vendidas em Cuiabá aumentou 9,1%, com 10,2 mil imóveis negociados a R$ 4,67 bilhões — aumento de 8,6% em relação a 2023, segundo o Secovi-MT.
Para acompanhar o crescimento, Cuiabá tem investido em obras de modernização da infraestrutura, como o BRT, novos viadutos, asfaltamento de ruas e melhorias na rede de água e esgoto. Além disso, ajustes no Plano Diretor visam estimular a verticalização em alguns bairros, como Goiabeiras, Bosque da Saúde, Quilombo e Jardim das Américas.
Quem espera aproveitar esse bom momento é a Plaenge Empreendimentos. A incorporadora paranaense opera na cidade desde 1983, onde já entregou mais de cem edifícios, e estima alcançar um VGV de R$ 450 milhões em novos projetos na capital mato-grossense até dezembro. Seus empreendimentos de luxo, como Apogeo e Authentique, tornaram-se referência de sofisticação nos bairros mais desejados da cidade, entregando uma experiência diferenciada de morar, com plantas amplas, lazer completo e áreas comuns equipadas e decoradas.
“O que define um projeto de alto padrão em Cuiabá é a amplitude dos empreendimentos, os espaços generosos, os acabamentos condizentes com o calor da cidade e a área social dos apartamentos preparada para receber convidados”, afirma Rogério Fabian, diretor Regional da Plaenge.
A companhia também trouxe para Cuiabá a marca Vanguard, que se destaca pelo design arrojado dos edifícios e “amenities” modernos, como coworking. “O cuiabano de renda mais elevada viaja muito, consome o que há de melhor no Brasil e no exterior e deseja ter essa qualidade na sua cidade. Nós buscamos superar essa expectativa, com projetos bem localizados e ótima arquitetura”, explica o diretor.
Outros produtos de destaque no mercado local são os condomínios horizontais. A empresa Ginco Urbanismo já entregou 27 loteamentos na cidade, a maioria na região norte, com infra completa de lazer e serviços. O mais recente deles é o Cidade Jardim, com terrenos de 1,5 mil a 4,5 mil metros quadrados, lagos e centro equestre, em uma área com mais de 300 hectares de verde. O VGV do projeto é estimado em R$ 900 milhões, e 70% dos lotes já foram vendidos.
“Nosso cliente vem do agronegócio, mas também do setor de serviços, como advogados e médicos, e do alto escalão do funcionalismo público estadual que trabalha na cidade”, diz Júlio Braz, diretor-presidente da Ginco.
Nesses condomínios, prevalecem projetos de residências térreas, que exploram as grandes metragens dos terrenos. “É um pedido frequente do comprador plantas amplas com living e área gourmet integrados, piscina e churrasqueira, que não podem faltar nos projetos de alto padrão de Cuiabá”, explica a arquiteta Rafaela Zanirato, do escritório Truvian Arquitetura.
Para Marco Pessoz, presidente do Secovi-MT, o alinhamento de fatores econômicos, infraestrutura, construção do megacomplexo de eventos Parque Novo Mato Grosso — com arena para shows e autódromo — e proximidade de pontos turísticos como Chapada dos Guimarães, Lago do Manso e Pantanal colocam a cidade em perspectiva positiva nos próximos anos.
“Como capital do agronegócio e com o turismo cada vez mais forte, Cuiabá tem potencial para ser um hub de investimentos imobiliários da região”, afirma Pessoz.
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