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Coreia do Sul vai repatriar 300 trabalhadores detidos nos EUA | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/09/2025 às 00:51 · Atualizado há 6 dias
Coreia do Sul vai repatriar 300 trabalhadores detidos nos EUA | Mundo
Foto: Reprodução / Arquivo

Mais de 300 trabalhadores sul-coreanos detidos após uma grande operação de imigração em uma fábrica da Hyundai, na Geórgia, serão liberados e repatriados, anunciou o governo sul-coreano no domingo (7).

Kang Hoon-sik, chefe de gabinete do presidente Lee Jae Myung, disse que Coreia do Sul e Estados Unidos finalizaram as negociações para a libertação dos trabalhadores e afirmou que a Coreia do Sul pretende enviar um avião fretado para trazê-los de volta assim que forem concluídos os procedimentos administrativos restantes.

A imprensa sul-coreana informou que o ministro das Relações Exteriores, Cho Hyun, deve viajar para os EUA na segunda-feira (8) para tratar da liberação dos trabalhadores.

As autoridades de imigração dos EUA informaram na sexta-feira (5) que detiveram 475 pessoas, a maioria cidadãos sul-coreanos, quando centenas de agentes federais realizaram uma operação no amplo complexo industrial da Hyundai, na Geórgia, onde a montadora coreana fabrica veículos elétricos. Os agentes concentraram-se em uma planta ainda em construção, na qual a Hyundai fez parceria com a LG Energy Solution para produzir baterias para veículos elétricos. Cho declarou que mais de 300 dos detidos eram sul-coreanos.

A operação foi a mais recente de uma série de batidas em locais de trabalho conduzidas como parte da agenda do governo Trump de deportações em massa. Mas a realizada na quinta-feira (4) se destacou especialmente por seu grande porte e pelo fato de que autoridades estaduais há muito descrevem o local como o maior projeto de desenvolvimento econômico da Geórgia.

A operação surpreendeu muitos na Coreia do Sul, já que o país é um aliado estratégico dos EUA. Em julho, Seul concordou em comprar US$ 100 bilhões em energia dos EUA e investir US$ 350 bilhões no país, em troca de uma redução nas tarifas norte-americanas. Há cerca de duas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, e Lee realizaram sua primeira reunião em Washington.

Lee declarou que os direitos dos cidadãos sul-coreanos e as atividades econômicas das empresas da Coreia do Sul não devem ser injustamente prejudicados durante as ações de cumprimento da lei nos EUA. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul também divulgou um comunicado expressando “preocupação e pesar” pelo caso e enviou diplomatas ao local.

Um vídeo divulgado pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) no sábado mostrou uma caravana de veículos chegando ao canteiro de obras, seguida por agentes federais ordenando que os trabalhadores se alinharem do lado de fora. Alguns detidos foram obrigados a colocar as mãos contra um ônibus enquanto eram revistados e depois algemados nos pulsos, tornozelos e cintura.

A maioria dos detidos foi levada para um centro de detenção de imigração em Folkston, na Geórgia, próximo à divisa com a Flórida. Nenhum deles foi formalmente acusado até o momento, disse Steven Schrank, chefe do escritório da Divisão de Investigações de Segurança Interna na Geórgia, em coletiva na sexta-feira, acrescentando que a investigação continua.

Ele afirmou que alguns dos trabalhadores haviam cruzado ilegalmente a fronteira dos EUA, enquanto outros entraram legalmente, mas com vistos vencidos, ou ainda por meio de isenção de visto que não permitia exercer atividades de trabalho.

Kang, o chefe de gabinete presidencial sul-coreano, disse que a Coreia do Sul vai buscar revisar e melhorar os sistemas de vistos para aqueles que viajam aos EUA em missões de negócios ligadas a projetos de investimento.

(Com informações da AP)

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