O governador do Pará, Helder Barbalho, voltou a demonstrar confiança de que as dificuldades com hospedagem em Belém não esvaziarão a COP30, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas que será realizada em novembro na capital paraense. Para ele, o evento ocorrerá sem problemas e o mais importante é o legado de cultura ambiental e de infraestrutura que deixará para o Estado. “Por [hotelaria] se tratar de uma atividade do setor privado fizemos grande esforço para ajudar, inclusive nos juntando com outros órgãos para fiscalizar e não permitir abusos”, disse o governado durante o Fórum Energy and Tech, realizado pelo Valor em parceria com a Amcham em Nova York nesta segunda-feira.
Barbalho ressaltou que, apesar das críticas oficiais feitas em reuniões preparatórias nos últimos meses, 72 delegações de países já confirmaram que estarão na COP30 e que outras 76 estão no processo que deve terminar em confirmações oficiais de presença. Também ressaltou que, se incluir grupos do setor privado e de universidades e populações nativas, já há 146 países que estarão presentes em Belém.
O governador também falou das vantagens que a COP30 está levando para Belém. Segundo ele, uma delas é que se acelerou o processo de transformação da economia local para novas vocações como o turismo e a bioeconomia.
De acordo com Barbalho, os investimentos em infraestrutura e a exposição gerada pela COP30 estão tornando o turismo uma nova vocação para a economia local, algo que era secundário na dinâmica do Estado. Em relação à bioeconomia, o governador enalteceu o centro de bioeconomia que será inaugurado na semana que vem na capital paraense. “O Pará está deixando a agenda predatória do extrativismo para construir soluções baseadas na natureza”, disse Barbalho, dizendo que o Estado investiu R$ 2 bilhões para desenvolver a bioeconomia local. “Queremos que a bioeconomia seja uma nova vocação econômica no Pará”, acrescentou.
Barbalho disse ainda que está atuando para que os setores extrativistas tradicionais do Pará reduzam suas emissões e contribuam para o processo de transformação gradual da economia do Estado. “O Brasil precisa aumentar a restauração florestal, no Pará estamos fazendo concessões para restaurações florestais”, destacou, mencionando um decreto recente do governo estadual sobre concessões para que empresas assumam áreas degradadas e restaurem florestas para explorar o potencial bioeconômico da Amazônia. “É uma nova agenda de restauração ambiental atrelada ao mercado de carbono”, finalizou.