A Wilson Sons anunciou nesta segunda-feira (21) que seu controlador, a Ocean Wilsons, chegou a um acordo com a Mediterranean Shipping Company (MSC) para vender sua participação na companhia brasileira por R$ 4,35 bilhões.
Segundo a empresa, a transportadora suíça irá pagar R$ 17,50 por ação, valor 2% menor do que o fechamento da última sexta-feira (18), por 248.664.000 ações ordinárias, equivalente à participação de 56,8%.
Após a conclusão da operação, prevista para o segundo semestre de 2025, a MSC irá realizar uma oferta pública de aquisição para comprar as ações restantes da Wilson Sons em mercado, sob os mesmos valores ofertados à Ocean Wilsons.
O acordo permitirá que a Wilson Sons pague aos seus acionistas os dividendos aprovados no último dia 11 de outubro e continue pagando dividendos em montantes equivalentes a US$ 22 milhões por trimestre até a conclusão da operação.
O fechamento da compra está sujeito à verificação de condições usuais para operações desta natureza, incluindo aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
A MSC atravessou a gestora I Squared, que, na semana passada, informou à Wilsons Sons que avaliava fazer oferta de compra pelas totalidade das ações da companhia brasileira até o fim do mês.
A Ocean Wilsons diz que a proposta de R$ 4,35 bilhões recebida pela Mediterranean Shipping Company (MSC) pela venda de sua participação na Wilson Sons é do melhor interesse dos acionistas e da companhia como um todo.
“Esta transação representa a realização bem-sucedida de nosso investimento de longo prazo na Wilson Sons, demonstrando nossa capacidade de identificar oportunidades para criar valor significativo para os nossos acionistas”, diz a empresa.
A companhia afirma que sob controle da MSC, a Wilson Sons se beneficiará de recursos e suporte adicionais. Além disso, vê que esse é um momento oportuno para a venda da participação de 56,8%.
Segundo a Ocean Wilsons, uma proporção significativa dos recursos líquidos da operação serão devolvidos aos acionistas por meio de um dividendo especial ou um programa de recompra de ações. Não descarta, também, investimentos.
A entrada dos recursos da operação aumentarão a posição de caixa líquido e, ao final, reconheceria um ganho contábil igual aos recursos líquidos recebidos pela companhia ajustados para os ativos líquidos da Wilson Sons.
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