Um estudo da plataforma de migração Multipolitan concluiu que a cidade de Liubliana, capital da Eslovênia, é a mais preparada do mundo para o desenvolvimento do setor de criptoativos. Os cinco critérios levados em conta para fazer o ranking foram: ambiente regulatório, regime tributário, renda e estilo de vida (medido pelo PIB per capita e preços do setor imobiliário), infraestrutura digital (medida por velocidade da internet, por exemplo) e infraestrutura de criptomoedas (número de caixas eletrônicos de criptomoedas disponíveis e adoção da tecnologia pela população).
A cidade é seguida no top 5 por Hong Kong, Zurique (Suíça), Singapura (Singapura) e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos). Não há nenhuma cidade brasileira no top 20 que foi divulgado. Entre as grandes metrópoles globais, também figuram no ranking Oslo (Noruega), em nono; Sydney (Austrália), em décimo; e Londres (Inglaterra), em 17º.
O resultado da pesquisa foi influenciado pelos requisitos de pré-seleção das cidades com base nos países em que elas se encontram. Foram analisados os seguintes critérios: clareza do status regulatório das criptomoedas, crescimento econômico robusto, existência de hubs de riqueza, qualidade de vida e não serem apenas paraísos regulatórios, mas locais capazes de reter talentos no setor.
De acordo com a Multipolitan, a Eslovênia é o país em que os usuários cripto mais negociam criptomoedas, com uma média de US$ 240 mil por detentor de moedas digitais, seguido pelo Chipre, com US$ 174,9 mil, Hong Kong (US$ 97,5 mil), Coreia do Sul (US$ 94,8 mil) e Singapura (US$ 85,5 mil). Os Estados Unidos aparecem apenas em 17º, com US$ 23,2 mil sendo o volume médio negociado pelos investidores cripto do país.
O estudo destaca ainda que os Emirados Árabes são o país com maior adoção global de criptomoedas, atingindo 25,3% da população com investimentos em ativos digitais. A Multipolitan atribui o percentual a políticas proativas do governo e uma regulamentação clara. Os EUA, por sua vez, dominam o volume total de negociação, com US$ 2,07 trilhões.
“A riqueza em criptoativos já não pertence exclusivamente aos tradicionais centros financeiros como Nova York, Londres ou Singapura. Ela é sem fronteiras, fluida — e está encontrando novos lares onde inovação e clareza regulatória se encontram”, afirmou em nota Eron Falbo, sócio da Multipolitan e responsável pela operação da empresa no Brasil.
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