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Chance de nova alta da Selic é baixa e decisão mostrou BC mais ‘confiante em seu cenário’, avalia Principal | Finanças

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 18/06/2025 às 20:53 · Atualizado há 3 dias
Chance de nova alta da Selic é baixa e decisão mostrou BC mais ‘confiante em seu cenário’, avalia Principal | Finanças
Foto: Reprodução / Arquivo

A comunicação adotada nesta quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, ao elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para 15%, indicou que a chance de uma nova alta da Selic é “baixa” e que a autoridade está mais “confiante em seu cenário”, na avaliação da economista-chefe da Principal Asset Management, Marcela Rocha.

“O BC parece construir uma avaliação de que a atividade mostra sinais de desaceleração e que a política monetária parece impactar o balanço das empresas e o mercado de crédito. Talvez os últimos dados não tenham sido conclusivos, mas os indícios trouxeram esse conforto. O BC parece mais confiante no cenário prospectivo e busca ganhar tempo para as próximas decisões”, observa a economista.

Para Rocha, a decisão veio em linha com as expectativas, mas a opção feita pelo BC de antecipar uma interrupção do ciclo surpreendeu, ainda que ele tenha citado que manterá uma política “significativamente contracionista por período bastante prolongado”.

“O BC fala sobre período bastante prolongado e diz que não vai hesitar em prosseguir. Tem uma ameaça e um compromisso de voltar a subir. São tentativas de que não haja uma euforia sobre uma discussão antecipada de juros”, avalia a profissional. Embora a autoridade tenha tido esse esforço, a especialista diz que o Comitê deu “munição para o mercado flertar com cortes um pouco antes do que estava precificado”.

Atualmente, a curva precifica que os cortes comecem apenas no começo do ano que vem. Para a economista, investidores devem voltar a colocar um início do ciclo de flexibilização monetária um pouco antes dessa data. “Não por conta da tentativa de comunicação, mas porque, a partir do momento em que o BC para em condições adversas, ele permite ser testado e colocado em xeque, a qualquer momento.”

Levando em conta a evolução dos riscos colocados no balanço, a economista avalia que o BC teria que ver surpresas para cima em termos de crescimento econômico e de forma mais “generalizada” para voltar a elevar os juros.

No comunicado, o Comitê disse que o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho “ainda tem apresentado algum dinamismo, mas que observa certa moderação no crescimento”. “Vimos um PIB robusto, mas vimos o crédito perdendo força. Teria que ter uma desvalorização do real e uma nova pernada de desancoragem das expectativas também para o BC voltar a elevar os juros”, avalia.

Na visão da economista, a chance maior é de que o real continue a apreciar frente ao dólar. Rocha cita que há evidências de que o “carry” tem contribuído para dar suporte à moeda, mas que o vetor maior veio da desvalorização global da divisa americana e de um ambiente em que não houve grande deterioração fiscal, mesmo com a questão do IOF. “Ninguém colocou o IOF ainda nas contas. Isso não foi um vetor de revisão das contas públicas.”

Marcela Rocha, da Principal: BC parece mais confiante no cenário prospectivo e busca ganhar tempo para próximas decisões — Foto: Foto: Ana Paula Paiva/Valor

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